setembro 21, 2005

Chegou o Outono

Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.


Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.


Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,


Se cada ano com a Primavera
As folhas aparecem
E com o Outono cessam?


E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?


Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.


Fernando Pessoa

2 comentários:

O Micróbio disse...

Não sejas mentiroso... onde está o Outono? Amanhã vou à piscina e aproveitar para aumentar a tez escura da pele... :-)

Anónimo disse...

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