Este instrumento de registo de avaliação de professores vem complementar outro das obsevações e serve para registo das médias de observação documental anuais. Tem as classificações e ponderações definitivas do Ministério da Educação.
Abril 11, 2008
Registo das Médias das Avaliações Anuais
Abril 02, 2008
Ficha Avaliação de Professores
Proposta de ficha de avaliação de desempenho de professores, pese embora as escolas não estarem de acordo com este modelo de avaliação e o braço de ferro entre o Ministério da educação e os sindicatos parecer não ter fim, as escolas para não serem apanhadas desprevenidas vão elaborando as fichas e instrumentos de registo para avaliação. Ésta é uma ficha que já tinha sido elaborada mas que agora e segundo novas indicações contém o quinto descritor/indicador e a classificação para cada item. Esta ficha é só uma proposta e está sujeita a novas alterações. Serve como indicador de partida para outros instrumentos.
Março 17, 2008
Novembro 01, 2007
Incertezas do ensino
A escola anda numa agitação por causa de alguns pedidos aos professores sobre articulações curriculares para tudo que existe. São articulações no projecto educativo, são articulações no projecto curricular de cada turma, são articulações para as áreas não disciplinares e agora são as articuçações para a Coordenação do Departamento.
Para tudo são articulações, quem manda pode... só que não sabe porque se manda. Diz o CE que são directrizes do ME e o mexilão (faz de tudo) vai acatando tudo o que se lhe pede e vai produzir mais papelada.Faz parte da engrenagem do elo da burocracia. O que interessa é a papelada desde que esteja com boa apresentação mesmo não servindo de nada para os alunos, isso sim... é o que os nossos responsáveis querem para poderem justificar que vai tudo bem.
O que ninguém é capaz de ter coragem de dizer à Srª MLR é que quanto mais se preocupa o professor com papelada menos se preocupa com os alunos porque o tempo não chega para tudo. Se os professores fossem a cumprir as aberrações das articulações não poderiam dar os programas e a maioria dos conteúdos ficaria aquém do desejado. Depois lá vem os exames que nada tem a ver com as articulações...
Um exemplo para EVT: faria só desenhos de acordo com uma ou outra disciplina e pouco mais se as articulações fossem cumpridas à regra.
Também hoje quinta-feira, verifiquei que os alunos estavam muito agitados e procurei saber a razão. Fiquei a saber que os alunos só podem ter uma hora para comer porque se forem duas horas é considerado furo e então são obrigados a irem para a biblioteca, caso contrário têm falta.
Outra hora considerada furo é no final do dia à última hora em que eles iam mais cedo para casa, já não o podem fazer porque é obrigatório permanecerem na biblioteca até ao último toque da escola. Os alunos entram às 8.30h na escola e saiem às 17.30 h, só com uma hora para almoço. Veja-se as horas que os alunos têm que estar dentro de quatro paredes.
Outra consequência grave desta medida é que a biblioteca passa a não ser um local tranquilo para estudo ou para fazer qualquer trabalho de investigação.
Os alunos que iam até à biblioteca nessas horas livres para preparar seus trabalhos, passam a ter mais um problema..é que agora também lá estão os outros que nada querem da biblioteca e só estão lá porque são obrigados, por isso as condições ideias para estudo desaparecem.
Junho 11, 2007
Na senda do Pinóquio
Pinóquio IV
Já muito se escreveu sobre ( Pinóquio I ), ( Pinóquio II ) e ( Pinóquio III ),nome fictício dado ao aluno, que se vai arrastando na escola sem regra nem lei.
Já várias medidas foram tomadas para que pinóquio se sentisse bem enquanto está na escola e a cumprir a escolaridade obrigatória. Foi-lhe arranjado através de uma parceria entre a escola e uma empresa um estágio numa oficina de conserto de motos e bicicletas, para que ele aprendesse algo que lhe fosse útil e até com condições de ingressar nessa oficina, assim ele gostasse do que fazia e trabalhasse para isso. Poucos dias aguentaram com ele, foi expulso! Porque pinóquio não tem regras e não aceita que lhas imponham de acordo com as normas da sociedade. Tem que viver à margem da lei e faz menção disso. A escola tentou as estratégias educativas possíveis, de acordo com a protecção de menores, a psicóloga, a GNR, a sua tutora, o Director de Turma e outras medidas também foram aplicadas para correcção das atitudes do pinóquio, não surtiram efeito e está cada vez pior.
Todos os dias o Director de Turma (está a ficar sem cabelo de tanto se arreliar), recebe queixas do mau comportamento do Pinóquio e depois de as enviar e avisar todas as instituições já não sabe o que fazer. Pinóquio contínua na mesma, rouba os colegas, rouba tudo que vê à sua volta e já ninguém consegue estar descansado sem estar com quatro-olhos abertos. A GNR está sempre a ser chamada mas pinóquio não a teme, porque sabe que nada lhe fazem enquanto for de menor idade. Dão-me umas palavrinhas e ameaçam-me só que eu já não os ouço..” entra por um lado e sai pelo outro”, diz ele.
Os colegas andam aterrorizados porque Pinóquio alem de roubar é violento e ameaça até com “navalha” se não lhe dão o que pede. As várias instituições parecem já se ter descartado dele e só a escola é que o vai mantendo por ali à custa do sacrifício dos outros colegas. Já se ouvem muitas queixas de pais e os colegas da sua actual turma vão dizendo que não querem que ele fique no próximo ano lectivo na mesma turma, porque não querem ser mais prejudicados nas aulas devido ao seu comportamento que prejudica gravemente as mesmas.
Mais grave ainda é que pinóquio também tem os seus seguidores e os mais novos vêem no pinóquio um aluno que não teme ninguém, nem professores nem funcionários e até goza com eles, vai às aulas quando quer, fuma em todos os cantos e ai de quem lhe chame à atenção. Imagine-se que ainda hoje (dia 17) foi ao Conselho Executivo exigir que lhe dessem o maço de tabaco que o auxiliar lhe tinha tirado.
Mas não se pense que o terror é só a nível de alunos. Os professores que o têm nas suas aulas também sofrem com o seu mau comportamento. Como ninguém quer saber do caso e o que interessa (para ME) é que ele continue nas aulas mesmo prejudicando gravemente as aprendizagens dos outros alunos, os professores para que ele não perturbe as aulas, tiveram que se desenrascar, a pedagogia não cabe nestes casos, e vão-lhe oferecendo umas coisas para ele se manter calado. Há quem lhe dê dinheiro por aula, outros oferecem-lhe o seu próprio computador nas aulas para ele estar a jogar ou ouvir música, outros dão-lhe umas sapatilhas com a promessa de ele melhorar as suas atitudes, e outros casos que cada um arranjou para que pudesse exercer a sua actividade profissional.
Vai assim o ensino enquanto os pinóquios não tiverem que ser responsabilizados por aquilo que fazem.
Maio 10, 2007
Pinóquio III

Pinóquio III
A história começa assim: (ver Pinóquio I e Pinóquio II )
Pinóquio é um aluno que vem de uma família desagregada que vive do rendimento de inserção social e nada quer da escola. E porque estamos em altura de avaliações, o pinóquio mais uma vez veio à baila. Deixo aqui três comentários que viraram post e que retratam o estado das coisas.
De PSICÓLOGA a 20 de Março de 2007 às 00:44
Este governo anda mesmo desgovernado.
Talvez a solução esteja em alguma mente brilhante da escola a que pertence.
Por este andar, o ideal seria criar escolas para bons e outras para pinóquios e... seguindo a mesma ideia, criar hospitais para sãos e aumentar os cemitérios para os doentes.
O grande problema para os professores não está nas turmas ditas normais, o problema está nas turmas com pinóquios. Aqui é que se vê quem é realmente bom professor.
Também na classe médica, um médico que ajuda a curar uma constipação, uma gripe ou uma amigdalite é um médico, simplesmente um médico. mas aquele que se debate com a vida e a morte a todo o momento e recupera o mais possível, é sem dúvida um médico, mas um bom médico.
Coitado do pinóquio... será que ninguém tem a capacidade de o ajudar a vencer?! O que é que o amigo bloguista tem feito para além do desejo de o ver pelas costas?!....
De Arte por um Canudo 2 a 20 de Março de 2007 às 16:18
Cara Psicóloga:
É o que se chama uma solução politicamente correcta. Como resolver um problema destes? Resposta fácil..Querem-no ver pelas costas. Já pensou em ter um filho na mesma turma? É que aos outros (alunos) não nos custa nada dizer que o têm que aceitar tal como ele é, claro não são os nossos filhos e coitado do aluno que não tem eira nem beira. O que se diz neste post é que apesar de haver várias instituições a tomarem conta do caso ninguém dá solução e olhe que também estão incluídos os Psicólogos. Várias estratégias já foram feitas e todas acabaram por não surtir efeito. Será que as mentes brilhantes ou essa capacidade de solucionar problemas só existem fora desta escola? Veja que quem acaba por ficar com ele é a escola, nos outros lados só de passagem, e o que queremos é arranjar uma solução em conjunto. Este post não exclui ninguém mas alerta para este tipo de situações. Não pode ser com esse tipo de soluções (querem-no ver pelas costas)que se resolvem estes casos.
De Jorge Lourenço a 28 de Março de 2007 às 14:16
Cara Psicóloga: é muito interessante o seu comentário. Retoricamente bem construído. Mas infelizmente não passa de mais um conjunto de pseudo argumentos falaciosos que se tornam verdadeiramente perigosos quando confrontados com a realidade. É com base nessas premissas que se tem construído uma escola ( e uma sociedade) que, sob a capa politicamente correcta da inclusão, não faz mais do que promover a mediocridade e cercear a possibilidade de potenciar as capacidades que quem, muitas vezes com muito esforço e sem reconhecimento, luta pelo seu próprio sucesso pessoal. A imagem do médico que só cuida "pacientes" sãos, ou que padecem de males menores acaba por ser patética. Eu colocaria outra questão, para pegar na sua imagem: se um médico for confrontado com 20 sinistrados, 19 dos quais, em estado mais ou menos grave, mas com viabilidade, e um já moribundo e que ainda por cima usa as últimas forças para recusar qualquer auxílio, qual lhe parece ser a atitude correcta? Investir tempo e meios neste, deixando morrer os outros 19 (e mais tarde este também)? Ou tratar os outros 19, salvando-lhes a vida? é que um professor é confrontado diariamente com turmas de 20 alunos, e tem de optar entre promover as potencialidades dos bons, ou até dos menos bons, mas nunca deve deixar estes 19 para se perder tempo ( e uso aqui o termo em sentido literal) com um qualquer Pinóquio.
Eu, enquanto professor, prefiro investir em desenvolver e trabalhar as potencialidades daqueles que lutam pelo seu sucesso com trabalho e empenho, do que perder o meu tempo com os Pinóquios deste mundo. Eu aposto na qualidade e não a ponho em causa por um qualquer medíocre. Mas certamente a minha cara Psicóloga, enquanto tal, será a mais indicada para lidar com os pinóquios... ou talvez não! Se calhar é graças a uma cultura da mediocridade sustentada por pessoas que pensam como a Srª que existem hoje tantos pinóquios neste mundo... e não é só nas escolas!!
Um abraço Agostinho.
Jorge Lourenço
Abril 23, 2007
Pinóquio II

Pinóquio II
Pinóquio é um aluno que vem de uma família desagregada que vive do rendimento de inserção social e nada quer da escola. (Ver historial do pinóquio).
Pinóquio diz a toda a gente que nada teme e os colegas que se cuidem. Se não lhe derem o que pede ameaça: “ vou-te dar cabo do focinho”. Mas Pinóquio nestes casos o que diz cumpre e da ameaça passa à agressão. Quantos pais se queixaram à escola que seus filhos têm medo das ameaças e agressões do Pinóquio? A escola responde que segundo os direitos universais das crianças é um aluno como os outros e sendo menor tem direito à escola não podendo ser expulso. Diz ainda, que se ele fosse para casa a escola teria lhe dado o aval para ele ser marginal e sentir-se-ia culpada por isso.
Pinóquio cresceu ao sabor do vento tendo como família os grupos que o ensinaram a desenrascar-se em certas situações. A sua aprendizagem continua a ser a da rua, e apesar dos seus treze anos, tem uma vida repleta de noites de álcool. Surripiar, mentir e ameaçar é o que ele sabe melhor fazer. Já várias vezes foi alertada a GNR para certas situações, mas ele que não é nada incapacitado nas suas faculdades já se apercebeu que a GNR nada pode fazer por ser menor e vai continuando na sua caminhada sem regras e sem lei.
Várias instituições estão alertadas para o caso e vão tomando algumas medidas, mas quem tem que ficar com o Pinóquio é a escola faça ele o que fizer. Uma coisa é certa a escola é que tem o problema nas mãos e é à escola que compete fazer tudo por ele. Como o pinóquio não gosta das aulas e a escola já nada lhe diz, então, a própria em parceria com outras instituições colocou-o numa oficina de reparação de bicicletas e motos (estágio), que antes de entrar dizia: gostava muito de aprender mecânica de motos e ter aquele emprego. Tinha umas horas na oficina e depois tinha umas aulas de recuperação na escola. Foi sol de pouca dura, porque pinóquio é filho do vento e nada o impede de roubar, fazer asneiras ou de faltar ao respeito a qualquer um. Foi expulso!..
Mais uma vez o regresso à escola a tempo inteiro e mais uma vez os colegas vão andar em pânico com o que ele possa fazer.
Muitas questões se levantam num caso problemático como este! Até que ponto os direitos do pinóquio poderão sobrepor-se aos direitos dos outros alunos? Só porque é filho do vento tem o direito de molestar os outros? Que poderão os pais dos outros fazer num caso destes? Parece-me que nada podem fazer já que as outras instituições e com muita responsabilidade no caso também não têm solução para o problema. Enquanto é jovem e recuperável para a sociedade as instituições não dão resposta. Todas estão à espera que ele atinja a maioridade para se descartarem do caso e depois a solução aparecerá, mas todos estão a advinhar qual será!...
Assim a escola que deveria apetrechar todos os alunos com as melhores ferramentas para a vida activa, vai gastando seus recursos (quantas reuniões e quantos professores e instituições no caso) em pinóquios que vão infestando as escolas.
DO: Arte por um Canudo 2
tags: recados da escola!.
publicado por Arte por um Canudo 2 às 20:15
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Março 19, 2007
Pinóquio I

Assim vai a escola..
Pinóquio é um aluno que vem de uma família desagregada e cuja família vive do rendimento de inserção social.
Pinóquio não pode justificar o seu ambiente familiar, para ser um aluno violento, cruel,mentiroso, larápio, sem princípios e perturbador do bom funcionamento da sala de aula. Tem todos os maus vícios que qualquer adulto sem princípios poderá ter: fuma, diz asneiras, faz chantagem com os colegas, traz utensílios proibidos para a escola e não respeita funcionários e professores. Sabe que ninguém o pode castigar e faz tudo para que isso aconteça, para poder fazer queixa e ter pretexto para abandonar a escola.
Pínóquio diz que nada quer da escola e sempre que se esquiva dela, há sempre alguém que o vai buscar e obrigá-lo a vir novamente. Por isso, o objectivo principal do Pinóquio é perturbar as aulas, ameaçar os mais novos exigindo-lhes o que ele quer, desacreditar a autoridade dos professores, desacreditar e ameaçando os auxiliares, ou seja, fazer tudo o que lhe dá na real gana para poder ser expulso e não vir à escola.
Tem a escola e os professores recorrido às variadas instituições para que se possa resolver ou achar a melhor solução para este grave problema a quem a própria escola já não consegue dar resposta.
Nesta semana de reuniões intercalares, o mau comportamento do Pinóquio veio à baila, como sempre define-se estratégias de actuação, fazendo-se planos e mais planos, e também como sempre o maior tempo de reunião é gasto com Pinóquio, dos outros quase ninguém fala, ficou-se a saber que Pinóquio até é o maior e ninguém o consegue demover. Foi numa reunião com Pinóquio, em que estava presente, a Responsável pela Protecção de Menores, uma Psicóloga, o Director de Turma, a Tutora e a Mãe (muito chorosa), todos pedindo a Pinóquio para que se portasse bem e não faltasse às aulas, porque senão era retirado o rendimento de inserção social à família. Pois Pinóquio, muito resistente ia dizendo: não sei não se me porto bem..o que ganho com isso? E perante a estupefacção geral impõe a sua condição: só me porto bem se me derem o cartão verde de entrada na escola para poder sair quando quiser. E esta???
Estes são os Pinóquios que a escola pública tem dentro das suas paredes e que não lhes consegue dar resposta, enquanto isso, lá se vão arrastando até ao limite da idade, perturbando as aulas, ameaçando e agredindo quem os tenta corrigir, não respeitando nem auxiliares, nem professores, nem ninguém.
Perante estes factos, como se pode fazer Rankings de escolas, quando se sabe que em certas escolas os Pinóquios não tem lugar.
Do: Arte por um Canudo 2
Janeiro 26, 2007
Professor Generalista

Hoje 16 de janeiro de 2007, nas notícias das treze horas da SIC, vi uma reportagem numa escola da Vialonga sobre as novas medidas do Ministério da Educação que consistem num professor poder dar uma série de disciplinas aos alunos.
O mais engraçado disto é que a reportagem na referida escola tinha como novidade que tais medidas do ME não vinham atrapalhar essa escola porque a sua organização já há muito tempo tomou medidas nesse sentido. Referiu como exemplo que os professores de Português podem dar Inglês e os de Matemática podem dar Ciências como fosse mesmo uma novidade!.. É para rir!..e a forma como a noticia foi dada, ainda se torna mais anedótica aos professores, pelo menos os do 2º Ciclo, porque sabem que estas disciplinas sempre foram e podiam ser dadas por um dos professores referidos e ainda se pode acrescentar mais umas áreas curriculares não disciplinares como a Área de Projecto, o Estudo Acompanhado e a Formação Cívica que todos e não só estes podem dar.
O ridículo é que a notícia é dada pela notícia e sem conteúdo algum...
Além da referida escola ter prestado uma informação que não corresponde totalmente à verdade, porque todas as escolas já o fazem, parece também que o apoio por parte da comunicação social às medidas do Ministério da Educação já está na forja e pronto a entrar em acção mesmo não sabendo do que se trata.
Mais grave a nível de currículo é o que está para vir (minha opinião) e pronto a entrar em acção com a tais medidas em que um professor poderá dar desde a matemática ao português, passando pela maioria das disciplinas, ou seja, um professor generalista que sabe tudo. O pior disto é que pode acontecer que, o professor seja daqueles “maus profissionais do ensino” e poder prejudicar gravemente uma série de miúdos para sempre.
Eu como pai não gostaria duma situação destas. Acho que as especialidades ainda são o ponto mais forte de qualquer profissão. Saber de tudo um pouco é uma coisa e saber de tudo muito já me parece complicado e impossível.
Até agora falava-se das dificuldades do professor único nas escolas do 1º ciclo mas agora que os ventos mudaram, mudam-se também as opiniões e até se opina que estas “modas” sejam até ao final do 2º ciclo e por todo o ensino básico.
De melhoras desconfio eu…
Do Arte por um Canudo 2
Janeiro 05, 2007
Regresso à Escola

Simplex nas escolas...para quando?
Na mensagem de ano novo do Sr. Presidente da Republica, Dr. Cavaco Silva, diz que quer ver progressos na Educação no ano de 2007.
Parece-me ser um bom mote para a Educação/escolas que continuam a ser muito pesadas na sua organização, porque não basta aumentar as horas das escolas abertas, no aumento das cargas lectivas dos professores e afrontá-los em praça pública para que a escola por magia melhore a sua qualidade.
Já todos se aperceberam das várias vertentes atribuídas aos professores na responsabilidade dum aluno, mas o que passa despercebido é a teia burocrática que funciona dentro das escolas e do tempo e energias desperdiçadas a justificar o que não tem justificação. São toneladas de papel que se gastam e que podiam muito bem ser evitadas se não fosse a tal teia burocrática que existe e precisa de se alimentar.
No regresso às aulas do 2º período os professores foram confrontados com imensos relatórios e actas para fazer. Veja-se o Simplex!…a maioria dos relatórios eram feitos no final de ano (com as devidas excepções) onde as papeladas eram imensas para preencher e descrever, mas à luz da nova lei estes relatórios passam a ser periodais o que vem simplificar e muito (não sei a quem) o trabalho organizativo e melhor gestão??? de recursos.
Relatórios e outros documentos a serem apresentados neste início de 2º período: relatório de disciplina, relatório de coordenação, relatório de área de projecto, relatório de estudo acompanhado, relatório de formação cívica, relatório de conselho pedagógico, relatório sobre cada uma das turmas, planos de recuperação, planos de desenvolvimento, relatório dos nee, relatório da disciplina com mais de 50% de negativas, relatório dos clubes, fazer programas educativos para casos especiais, actas sobre cada uma das reuniões que dão origem a estes relatórios e ainda para não falar nas planificações periodais que é preciso apresentar. Só hoje fiz relatórios e actas correspondentes a 27 folhas e ainda a missa vai no adro.
Veja-se a cadeia dum simples caso: existem cinco departamentos curriculares na escola que por sua vez englobam várias disciplinas e o departamento ao qual sou coordenador é constituído por sete disciplinas do 2º e 3º ciclos. Cada delegado ou representante de disciplina faz um relatório sobre a sua disciplina neste 1º período e entrega ao coordenador que por sua vez faz um relatório sobre esses sete relatórios e entrega a um responsável que por sua vez vai fazer um relatório desses cinco departamentos para depois ser lido em Conselho Pedagógico e em Assembleia de escola. E isto passa-se em cada um dos relatórios que aqui são descritos.
Pois a isto chama-se o Simplex nas escolas que vai dar muitos frutos neste ano de 2007, pelo menos é o que o Sr. Presidente da República espera.
Do Blogue:Arte por um canudo 2
Outubro 07, 2006
Plágio!..1
A quadratura do círculo
Um sujeito de meia-idade, forte, barbudo, mal-enjorcado, aspecto magrebino, foi detido
à entrada do aeroporto de JFK, em Nova Iorque.
A fotografia no passaporte, português, levantou suspeitas. O sujeito explicou primeiro, berrou depois que era português, esperneou que era/fora até deputado, exigiu contactar a embaixada de Portugal. Invocou o Presidente de Portugal, Cavaco Silva, Barroso o Presidente da Comissão Europeia. Repetia como um mantra: abrupto, abrupto...
Os fiscais aeroportuários não se deixaram impressionar: pouco depois entregavam-no a agentes à paisana.
O homem foi interrogado durante horas numa sala reservada do aeroporto. No final foi despido, apalpado, objecto de investigação rectal (deram-lhe depois uma fralda...). Um fato macaco laranja para vestir. Em seguida foi enfiado num pequeno avião, de olhos vendados e mãos algemadas.
O avião parou horas depois. Não sabia se era dia ou noite, estava confuso, esgotado, escandalizado, incrédulo, era um sonho mau... Entrou um bafo de ar quente e húmido. O avião arrancou de novo. Aterrou algures. Tiraram-no do avião. Ouviu falar árabe. A carrinha parou: disseram-lhe então que estava entrar na cadeia El Falestin, arredores de Damasco, Siria.
Semanas depois, durante uma pausa das brutalizações que acompanhavam o interrogatório, disseram-lhe que se não falasse, não sairia vivo. O "Pide" bom aproveitava-se do seu esgotamento e aconselhava-o a confessar que era íntimo colaborador de Bin Laden. Viera para Portugal para preparar a logística do próximo grande atentado da Al Qaeda. Falava português e isso ajudava na cobertura. O passaporte fora obtido num lote roubado há anos no Consulado Português em Macau - os "primos" portugueses tinham confirmado o número, em consulta rápida logo após a sua chegada a NY.
O homem emagrecera 40 quilos, ao cabo de de treze meses de indizíveis torturas e humilhações. Confessara o que eles queriam, para as sevícias pararem. Pararam. Pasmava como sobrevivia no catre imundo e apertado. Sem livros, jornais, papel, caneta, sem computador, sem abrupto. Como era possível que ninguém o procurasse?
Enganara-se. Uma senhora movia mundos e fundos, a chagar toda a gente. Impossível que tivesse decidido dar o pira, "desaparecer" em NY. Mas ninguém queria admitir a hipótese de que tivesse sido sequestrado, ninguém tinha aparecido a exigir resgate. O
tipo estava farto, pensavam. Livros, senhoras, computadores, blogs, C-Span e tudo o que ele apreciava, em NY nada faltava... A embaixada americana garantia ter sido
vasculhado tudo - confirmava-se que chegara a JFK, mas depois evaporara-se... Europol, Interpol haviam sido accionadas. Sem resultados... A senhora começou a conformar-se.
Passou mais um ano. Transferiram-no para Bagram, abruptamente. Regime mais leve, apesar de toda a boçalidade. Começou a aprender árabe com um com quem lhe permitiam partilhar horas no páteo ao ar livre.
Ainda lá está. A CIA já percebeu que se enganou. Mas o erro é tão monumental, que custa a admitir: as repercussões serão demolidoras, como as antigas charlas que os "primos" dizem agora que ele fazia na TV em Portugal.
Ainda vai emagrecer mais, o magrebino barbudo. Pacheco Pereira, teima ele que se chama. Abrupto será nick-name?
Who cares? And why care?
[Publicado por AG] 5.10.06
Publicado pr AG no Blogue Causa Nossa
Por AG
Setembro 22, 2006
Medo
Medo....
As férias passaram, o regresso à escola aconteceu e o medo paira no ar…
Acontece, que em pleno séc. XXI a classe dos professores que até há bem pouco tempo era considerada e estimada começa a ter medo das medidas que o M.E. (Ministério da Educação) vem anunciando à mistura com uma dose de sensacionalismo da comunicação social e uma certa agressividade por parte da sociedade.
O que foi anunciado o ano transacto e o que vai a discussão para a opinião pública sobre o ECD (Estatuto da Carreira Docente) é de meter medo e cria insegurança na classe docente que ultimamente muito maltratada tem sido.
O que faz o M.E. para alterar o ECD?
Pela voz da ministra anuncia que os professores faltam muito e por isso vai alterar o ECD. Veio-se a saber mais tarde, que afinal os professores faltam tanto como outra classe profissional, situando-se mesmo no meio da tabela do referido estudo. Como aconteceu? O M.E. em vez de contabilizar por dias as faltas ao trabalho, contabilizou-as e anunciou-as na comunicação social por horas, o que dá a entender uma certa maldade de quem no faz. Esta foi a imagem transmitida (os professores faltam muito) e já ninguém se lembra do desdito e é assim com esta "mentira" que a classe docente é vista e lembrada.
Mesmo assim, esqueceu-se o M.E. e principalmente a ministra que a classe docente é constituída por cerca de 90% de professores do sexo feminino, que também são mães com filhos. Segundo um estudo (não confirmado), a classe profissional que mais contribui para a natalidade é a classe docente feminina com 2 a 3 filhos, mais concretamente 2,3 filhos por mulher, muito acima da média nacional (1,4 filhos por mulher). Então sendo a classe docente constituída por cerca de 90% de professores do sexo feminino e sendo esta uma das classes profissionais que mais filhos têm, é muito natural que as mães faltem quando um dos seus filhos adoece. Embora não faltem assim tanto como o fizeram parecer e segundo o desdito dos sindicatos sobre as faltas.
Vem isto a propósito, por causa de um plenário que o sindicato dos professores da Região Centro vai fazer no dia 22 de Setembro por toda a Região Centro. Sendo eu delegado informei os colegas que a falta para ir ao plenário não tem ainda os tais efeitos que a ministra e a comunicação social vão anunciando. O que me dizem, “não vou porque tenho medo”: medo das consequências futuras como vem sendo anunciado, medo de não subir de escalão mesmo que seja um óptimo professor, medo de uma falta injustificada que pode trazer consequências graves, medo de não deixar planos, medo de retaliações do “Conselho Executivo”, medo enfim…do ECD.
Com este clima.... não me parece, que existam as melhores condições para um bom desempenho por parte desta classe profissional.
Do Blog Arte por um Canudo 2
Por Ag
Setembro 17, 2006
Van Gogstinho
setembro 13, 2006
Van Gogstinho
Que dava aulas já nós sabíamos há muito. Que o Agostinho é o mentor do Arte por um Canudo e de mais uns... dois, três... espaços aqui na rede das redes passámos a saber aqui há uns dois anos. Que adora a Parada de Gonta que o acolheu e se empenha activamente (é membro da Junta de Freguesia) em fazê-la progredir e que ama e se entrega à profissão que escolheu, olhando para alunos e colegas de modo horizontal, estamos nós constantemente a tomar conhecimento pela interpretação do que publica. Que tem orgulho em mostrar a união que gira à volta de sua família, não descurando, em perfeita simbiose, a confraternização com os seus amigos (ave Grupo do Tacho) também ele nos vai revelando quer através de textos quer pela aposição de belas fotografias, outro dos seus passatempos ou hobbies.
Agora o que não sabíamos era que gostava de dar umas pinceladas, leia-se colocar tela em cavalete e desenhar com pincel o que a sua vista alcança, e se (ainda) não é um Van Gogh, pode pelo menos, e levando em conta a amizade que criámos, ser um Van Gogstinho.
Contentem-se, caros leitores, com as reproduções fotográficas (clicar em cada uma para ver ampliação), porque as obras... oh as obras... essas certamente devem estar guardadas a sete chaves.


Parabéns amigo Agostinho e continua a surpreender-nos!
Abril 21, 2006
Bater nos outros..não custa!.
Agora é que vemos a classe politica que temos. Alguém fez muito bem em divulgar as faltas dos deputados porque assim ficamos a saber a realidade daquele hemiciclo tal como ele é. A transparência acima de tudo e este governo pelo menos tem deixado boas referências acerca disso. Voltando aos deputados faltosos, parecem meninos reguilas sem cabeça a justificarem a sua ausência. Estão-nos a chamar lorpas? Muitos tiveram as suas razões mas também assinar a sua presença quando estão noutro lado não me parece uma boa justificação. Algo está errado!..
Agora fico-me com esta, quando é para legislar para os outros tudo bem, bate-se palmas… porque o país precisa é de trabalho e não de mandriões, mas quando o telhado nos cai em cima, é a desgraça.
Ag
Março 26, 2006
Regionalizar aonde?
Há quem volte a falar na regionalização, mas regionalizar com quê? Regionalizar aonde? Só se for todo o Litoral onde as gentes se concentram, porque o interior ficou desertificado e só resta o vazio.
Este país passou para o Litoral e os sucessivos governos nada fizeram para o evitar…
Março 18, 2006
II.º encontro nacional de bloggers na Serra da Estrela é no dia 22 de Abril
luis.silva.75@gmail.com10 horas - Recepção dos participantes, no café Residência,
10h30 – Saída em visita ao Sabugueiro (aldeia mais alta do País).
12h30 – Almoço no Restaurante "Montanha", no Sabugueiro
14h00 – Visita às Lagoas, pistas de ski e Torre
20h00 – Jantar/convívio na Quinta do Crestelo, seguido de
A SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE !!!
Março 15, 2006
OPA`s
O país está em euforia..A comunicação Social encarrega-se de dar a mensagem. Outra OPA aconteceu depois de à bem pouco tempo ter havido uma que não se sabe bem o que vai dar. Os senhores do dinheiro deliram e jogam os seus trunfos. O próprio PS (contra-senso) está contente por os senhores do capital estarem contentes. PS e capital até jogam e parece estarem a dar-se muito bem. O povo..desse já ninguém se lembra. Estará contente? Beneficiou com as OPA`s? Sentiu a sua qualidade de vida melhorar?
É uma questão de perguntar...
Ag
Março 14, 2006
Afinal de que OPA falam eles?
OPA - Operação pública de aquisição.
OPA - veste que é geralmente utilizada pelas irmandades.
OPA - termo que se aplica quando alguém está alcoolicamente bem-disposto ("estás cá com uma OPA").
Luis Silva
Março 13, 2006
Não é com borralho que se apagam os fogos
Março 08, 2006
Que vantagem!
A EDP anuncia lucros na ordem dos 300% e a Comunicação Social faz pompa disso.
Um comentador diz: Que grande vantagem, até o Pato Donald o conseguia...
São os consumidores que o pagam.
É fácil verificar os serviços que a EDP presta ao cliente, todos temos a experiência dos seus serviços prestados e todos sofremos na pele os aumentos que nos impingem.
Podemos recusar?
Não admira que o Pato Donald assim também chegue a bom gestor.
Ag
Março 05, 2006
Os sindicatos que se cuidem!
“A ministra deve ouvir as críticas dos sindicatos como um elogio. E deve afastar qualquer ideia de “chegar a um consenso” com aquelas organizações; se o fizer, é porque perdeu. Também não será possível chegar a um entendimento com todos os professores. Como em nada de importante na vida, essa unanimidade nunca se fará. Mas deve estar atenta a muitos professores, pais, cientistas e profissionais que estão disponíveis para pôr em prática esse novo espírito”,
António Barreto in Sábado nº 96.
Estas as declarações de um fazedor de opiniões!
Sindicatos acautelem-se que existe uma nova vaga a favor da não negociação...
O 25 de Abril parece estar a diluir-se mesmo naqueles que dizem que foram a favor dele.
Ag
Março 02, 2006
Tirem-nos tudo
VIVA A DESERTIFICAÇÃO...
Fevereiro 12, 2006
As caricaturas são apenas um pretexto para o inicio de uma guerra contra o ocidente
Fevereiro 10, 2006
Entrar em cena!
Estes temas teriam deliciado este blogue noutros tempos. Aos poucos os criadores e mentores deste blogue foram desaparecendo por não concordarem com algumas posições aqui tomadas. Na minha opinião, toda a posição divergente tem as suas razões e é preciso procurar nela a essência da sua razão. Não é pura e simplesmente dizer “não concordo e por essa razão saio de cena), que as suas razões são mais válidas do que as dos outros. Procurar o debate e achar a razão do problema na discussão, aceitando e rebatendo democraticamente os pontos de vista dos outros é a solução e faz parte das regras elementares de qualquer democracia.
Entrar em cena é o mínimo que se pede a toda gente, aceitando as convicções dos outros e respeitando os valores democráticos.
Ag
Janeiro 23, 2006
Cavaco Silva. O nosso Presidente
Janeiro 20, 2006
O voto certo
E você, acertará no voto certo?Domingo é dia de votar para eleger o próximo Presidente da República. Mais que um dever cívico, é um momento importante ao qual todos devemos fazer para não faltar à chamada. Portugal atravessa hoje uma grave crise económica, provocada pelo aumento do desemprego, aumento dos impostos (contrariamente ao que nos foi dito), aumento do custo de vida, aumento imparável dos combustiveis, contrariamente aos ordenados que aumentam em menor, muito menor escala que tudo o resto. É um momento dificil este que o País atravessa, sem sabermos quando e onde esta grave crise irá parar. O Presidente da República tem de ser um homem activo, de preferencia com enorme experiência em economia mas ao mesmo tempo tem de ser um defensor da classe trabalhadora. Além de mediador terá de ser uma pessoa com enorme projecção no Mundo que consiga atrair investimento externo para o País. Não é minha intenção dizer aqui para votarem em A ou em B, cada cidadão é livre para votar naquele que considere o melhor candidato, não descurando entretanto de afirmar que há motivações diferentes entre os diversos concorrentes. Para uns está em causa saber quem fica em 2.º ou em 3.º lugar, para outros está em causa saber quem ficará em 4.º ou em 5.º lugar e para um outro está em causa saber se passará a barreira do 1%. Portanto e não querendo aqui nomear em quem vou votar, parece-me que só há um que realmente está interessado em servir Portugal de uma forma séria em prol de todos os que cá vivem e trabalham e é para esse que não nomeio quem é, que vai o meu voto. Sei que vocês também pensam como eu, ou não estaremos todos interessados em que o País saia da crise e seja entregue ao mais competente? No próximo domingo votem, mas votem em consciência, porque o País precisa do meu e do seu voto para se tornar cada vez maior.
Janeiro 18, 2006
Quem nos vai dar música!..

Qual será?
Sondagens Marktest - TSF/Diário de Notícias:
09/1 10/1 11/1 12/1 13/1 14/1 15/1 16/1 17/1 18/1
Cavaco Silva 61,0 60,2 60,3 58,8 56,8 56,6 56,7 56,4 54,6 53,2
Manuel Alegre 11,5 13,1 13,9 13,8 15,6 16,0 18,2 19,5 18,4 19,0
Mário Soares 14,3 14,0 13,5 13,8 12,8 11,7 10,5 11,4 13,2 13,4
Jerónimo Sousa 6,9 7,2 5,3 6,0 6,5 6,0 6,8 5,5 6,4 7,2
Francisco Louçã 6,1 5,5 6,7 7,2 7,8 9,3 7,3 6,8 6,6 6,3
Garcia Pereira 0,2 0,0 0,2 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,8 0,9
Quem aposta no último post?
Ag
Sondagens. Cada um toma as que quer
Sondagens nada mais são que previsões, dizem eles, com a diferença de serem tecnicamente elaboradas. Eu prefiro fazer a minha previsão depois de tanta sondagem e de tantos resultados tão diferentes, que ao fim e ao cabo só servem para baralhar. Portanto, a minha previsão para os resultados de domingo é a seguinte:Cavaco Silva - 60%
Mário Soares - 23%
Jerónimo de Sousa - 7%
Manuel Alegre - 6,3%
Francisco Louçã - 3%
Garcia Pereira - 0,7%
Janeiro 09, 2006
Clonagem e grandes esperanças
As suspeitas, finalmente confirmadas, de que Hwang Woo Suk falsificou o seu famoso estudo sobre células-mãe embrionárias, levaram a comunidade científica a reflectir. As questões em análise são: a existência de demasiados incentivos para a fraude, como se pode publicar um trabalho adulterado numa revista da especialidade sem que se detecte o erro e o papel dos meios de comunicação.
Segundo o trabalho publicado na edição digital da “Science” no passado dia 19 de Maio (17 de Junho na edição impressa), Hwang teria obtido onze perfis de células-mãe a partir de embriões clonados, geneticamente idênticos aos nove pacientes. Por sua vez, os embriões (ainda que Hwang afirmasse serem apenas aglomerações celulares) tinham sido criados a partir da doação de óvulos, aos quais tinha extraído os núcleos para os substituir por células dos pacientes.
Agora sabe-se que isto não foi verdade. Primeiro descobriu-se que parte dos óvulos tinham sido obtidos de forma irregular, doados por subalternas de Hwang no laboratório ou por outras mulheres em troca de dinheiro, coisa que Hwang acabou por confessar, depois de o ter negado durante meses. Depois, uma investigação da Universidade Nacional de Seúl, onde trabalhava Hwang, descobriu que na experiência só se obtiveram dois perfis celulares e que se manipularam os dados para fazer crer que eram onze. O comité de investigação comprovará que os dois perfis obtidos são realmente clones de pacientes. Também verificará os outros trabalhos de Hwang: o da primeira clonagem humana que surgiu em 2004 na “Science” e o do primeiro cão clonado, publicado na “Nature” em Agosto de 2005.
Hwang admitiu as manipulações poucas horas depois de o Comité de investigação as dar a conhecer, e renunciou ao seu lugar de professor na Universidade. Mas acabaria por mantê-lo porque, apesar de tudo, tinha desenvolvido o único método existente até agora para se obterem células-mãe clonadas. No entanto, o Comité fez uma correcção significativa a este respeito. Um grande obstáculo para a chamada clonagem “terapêutica” é a dificuldade em se conseguirem óvulos suficientes, pois por cada tratamento de estimulação ovárica só se obtêm uns 10 por dadora. Até agora acreditava-se que Hwang tinha conseguido aumentar muito o rendimento, pois em 2004 eram necessários 242 óvulos para criar um embrião e em 2005 surgem os tais 11 perfis celulares a partir de 185 óvulos. Agora sabemos que foram apenas dois, apesar – como foi descoberto pelo Comité de investigação – de na experiência terem sido usados muitos mais óvulos, em número ainda não determinado.
Percurso até à fama
Conhecida a fraude, procuram-se explicações. Muitos assinalam o excesso de competitividade e as grandes somas de dinheiro em jogo, que fomentam a figura do cientista “vendido”. A investigação é um trabalho paciente que, na generalidade dos casos, dá frutos a longo prazo. Mas também é cara, e – vaidade e inveja à parte – exige atrair e manter o interesse das fontes de financiamento, que nem sempre estão dispostas a esperar tanto tempo. Por sua vez, a fama, os prémios e as patentes reservam-se para os que chegam em primeiro lugar. De modo que existe uma “pressão enorme para ser extremamente produtivo e estar na cabeça do pelotão”, diz Donald Kennedy, director da “Science” (“International Herald Tribune”, 23-12-2005).
Talvez Kennedy pudesse dizer algo parecido da sua própria revista. Também as publicações científicas têm o desejo de chegar antes dos competidores mais directos, procurar a exclusividade e a novidade com êxito. E esta pressa é evidente no caso da clonagem “terapêutica”. Em torno desta questão, a “Science” alertou na sua página editorial, que se lançaram exageradas esperanças para se encontrar o remédio para a diabetes, o alzheimer, a paralisia por lesão medular… Procurou-se assim o apoio do público, sem informar que as possibilidades de êxito são incertas e que as terapias, se houver, estão ainda muito longe.
Mas alguns querem ter rapidamente algo para mostrar, sem se resignarem a passar por longos anos ensaiando com modelos animais. Hwang, aos que o repreenderam por ir demasiado depressa, respondia que doentes desesperados aguardavam a sua ajuda e seria imoral abandoná-los. Os seus êxitos rápidos converteram-no num herói nacional e valeram-lhe generosos subsídios do governo coreano.
Revisão falhada
A seguinte questão está ligada com o facto de a prestigiada “Science” se ter deixado colar a esta impostura. O trabalho assinado por Hwang e outros 24 autores passou por três revisões e demorou dois meses a receber a autorização de publicação, um mês a menos que a média normal. O problema, explicava a directora executiva da “Science”, Mónica Bradford, é que os revisores dão por suposto que os dados são verdadeiros, limitando-se a comprovar que os dados sustentam as conclusões (“New York Times”, 18-12-2005).
Ainda assim, o que chama mais a atenção, como assinalava a professora de bioética Laurie Zoloth dias antes da confirmação da fraude, é o facto de “uma só pessoa [Hwang] ter enganado 24 colaboradores que assinaram com ele o estudo, e todos eles dispostos a reconhecer o trabalho como próprio” (“Ibid.”). Parte da explicação é que Hwang tinha distribuído os seus colaboradores por diversas equipas, cada uma especializada numa fase do processo de clonagem. Graças a este método de trabalho, que mereceu a admiração de outros cientistas, apenas Hwang e possivelmente poucos mais conheciam a verdade. A maioria dos co-autores do estudo nunca tinham visto as células clonadas que Hwang dizia ter obtido.
O caso de um deles, Gerald Schatten (Universidade de Pittsburg), é revelador de certas práticas relativas à revisão e publicação de estudos. Em Novembro, por suspeitas sobre a doação de óvulos, Schatten abandono


