Junho 16, 2009
Sócrates pode mudar?
Tem carisma e sabe falar ao povo. Mas não apresentou nenhuma solução, tal como os restantes opositores a Sócrates.
Com efeito, as oposições têm caminho fácil em tempos de crise profunda, porque os governos andam em papos de aranha a atirar no escuro e a adivinhar que rumo seguir. O PS, e Sócrates em particular, têm de mudar se quiserem ganhar. Desde logo tentar apaziguar o lume que arde em muitas corporações, começando com a dos professores do secundário e básico por causa da famigerada avaliação.
Eu começaria por dar razão à contestação e anulava o processo em curso, dizendo mesmo isso e desafiando os sindicatos a apresentarem um modelo. Punha-o à discussão pública na internet. E seria só esperar, porque ante um modelo desenhado pelos sindicatos, o governo actuaria como oposição, pois seria fácil encontrar pontos frágeis, facilitismos e outras excrescências. Depois seria confrontar os partidos da oposição com esse modelo e perguntar se o aprovariam, se fossem governo. Em especial o PSD, forçando-o a vir a terreiro dizer o que pensa.
As obras de regime podem esperar. Não forçaria a sua realização nesta altura, dando razão às dúvidas levantadas e, sobretudo, abandonava o modelo de parcerias público-privadas que só trazem benefícios ao privado e prejuízos ao público, ou seja, ao povo.
A Inglaterra, que as inventou, já as abandonou pelos enormes prejuízos. Porque havemos de ser retrógrados? Há muito que contesto estas parcerias nebulosas e indecentes por razões óbvias. O Estado consegue financiamentos internacionais em melhores condições que qualquer privado, que as descontaria na parceria (o povo a pagar mais).
Depois de lançar o concurso para a construção ao melhor preço, lançaria a concessão nas melhores condições de oferta, em que o Estado garantiria as rendas para pagar os financiamentos alavancados, sem custos adicionais para o orçamento de estado e sem onerar o povo.
Com a redefinição destas estratégias retirava combustível e esvaziava argumentos dos opositores. Sócrates não se pode importar que a oposição reivindique vitória nesta redefinição, porque a vitória é de quem decide e não de quem berra. Deve, isso sim, exigir-lhes definição de políticas para os transportes e de construção das redes ferroviárias e aeroportuárias e respectivos modelos de financiamento. Tal com que políticas para a educação e para a saúde preconizam, mas objectivamente (como e com que meios).
Daria tempo ao governo para dedicação às questões do imediato e que são corrosivas, como é o caso do desemprego. Lançar obras de requalificação do património do Estado que está abandonado e degradado. Apoiar empresas micro e pequenas que garantam postos de trabalho. Dedicar tempo a fortalecer os sectores de ponta que ainda emergem desta crise. Isto tem de ser agilizado, sem cair em facilitismos e manobras escuras. Dar liberdade a quem decide, exigindo mais responsabilidade.
Sócrates ou rompe com os que o incitam a caminhar em frente (a sua corte de vassalos), mesmo que a direcção seja o abismo, ou terá de enfrentar os adversários internos que emergirão da penumbra para saciar o sangue dos moribundos.
Sócrates estará liquidado nas próximas eleições se não mudar, quando pode fazê-lo. Nem tudo o que fez está errado. Tentou mudar algumas coisas que ninguém teve coragem de mexer, só que exagerou na dose e especialmente na forma. Deve tentar resgatar o que de melhor se fez e se perdeu nas brumas das trapalhadas que as ofuscaram.
A oposição não debitou uma única ideia concreta para sair da crise. São medidas assistencialistas básicas semelhantes a esmolas que se esfumaçam à primeira brisa.
Sócrates tem de ouvir gente que não pensa necessariamente como ele em muitas questões, para que tenha mais argumentos para tomar as decisões acertadas. Não pode ostracizar valores que estão na sociedade prontos para exercer a cidadania exigida a todos os portugueses.
Por Mário Russo (Clube dos Pensadores)
Maio 01, 2009
Liberdade amordaçada..
A Inspecção-Geral de Educação (IGE) já assegurou, através de ofício, que nada de ilegal ocorreu na Escola Secundária de Fafe. Mas o presidente da associação de pais, Manuel Gonçalves, não se conforma. Em carta enviada ao procurador-geral da República, ao provedor de Justiça e aos grupos parlamentares, denuncia o método usado por um inspector da IGE que, para apurar o eventual envolvimento de professores numa manifestação contra a ministra, interrogou alguns dos alunos, "incentivando um comportamento denunciante" que, considera, "é absolutamente inconcebível depois do 25 de Abril".
"As perguntas feitas aos alunos permitem-nos deduzir que é isso que pretenderão provar - que eles foram manipulados, nomeadamente pelos professores", comentou ontem, em declarações ao PÚBLICO, Paulo Nogueira Pinto, ele próprio docente (noutra escola) e pai de uma das alunas interrogadas pelo inspector da IGE. "Como é que souberam que a ministra vinha a Fafe? Quem é que se lembrou de fazer a manifestação? Os professores deram aulas? Marcaram faltas a quem não esteve na sala? Como é que os alunos saíram da escola? Estava algum funcionário à porta?", desfia Nogueira Pinto, exemplificando perguntas a que a sua filha, aluna do 10.º ano, teve de responder. Aquele pai contesta o facto de a aluna, de 16 anos, ter sido levada para uma sala que não conhecia para ser interrogada durante cerca de uma hora, e também o facto de, na sua perspectiva, ter sido "incitada a acusar e denunciar pessoas, nomeadamente os seus professores, pelos quais se espera que tenha respeito como figuras de autoridade". "No fim, fizeram-na assinar uma folha com a suposta transcrição das suas declarações, feitas por uma pessoa que a IGE identifica como sendo o secretário do inspector", relatou. "Por um lado, custa--me a crer que seja legal. Mas, ainda que assim fosse, não é legítimo. Eu nem queria acreditar que isto estava acontecer, tantos anos depois do 25 de Abril", comentou.
Abril 26, 2009
Professores
Os movimentos independentes de professores que emanaram da sociedade civil estão mais radicais do que a Fenprof. Exigem e equacionam greve à avaliação do 3ºperíodo ( tendo em conta os limites legais a considerar ). Os sindicatos têm algum pudor em falar neste assunto. Pelo que este Governo tem feito aos professores , haja memória e não se ceda ao facilitismo imediato. Não confundir o curto prazo para atenuar a crispação porque há eleições . Deve prevalecer um acordo de longo prazo com equidade na classe , sem discriminação e respeito pelos professores ,que são só , a maior classe profissional da função pública. Protestar , é agora , por que depois das eleições o poder negocial esfuma-se . O Governo nunca pensou que os professores tivessem esta capacidade de resistência e estar em luta toda esta legislatura. Pensou que os vencia por cansaço e na sua divisão , e por esta altura em plena campanha pré-eleitoral tudo estaria pacificado mas enganou-se redondamente .Os professores conseguiram com galhardia , tentando ganhar a opinião pública para esta causa , que é de todos , explicando o que verdadeiramente se passa no Ensino.
Assim o 3ºperíodo vai ser duro para o Governo . Um erro de cálculo que lhe pode custar a maioria que já não passa de uma miragem.
Do Clube dos Pensadores (Joaquim Jorge)
Abril 17, 2009
Ameaça de neblina paira na Educação.

Os sindicatos dos professores ameaçam realizar novas manifestações para o terceiro período deste ano lectivo, que começou esta terça-feira, devido à avaliação docente e revisão do Estatuto da carreira.
A Plataforma Sindical dos Professores declarou a possibilidade de convocar uma greve nacional contra as políticas do Ministério da Educação para a semana que termina a 16 de Maio e uma outra que se deverá realizar também no terceiro período, adianta a Lusa.
Na semana de 20 a 24 de Abril, os sindicatos vão realizar uma consulta geral aos professores de todas as escolas do país, com objectivo de ouvir os docentes sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente e o modelo de avaliação.
Avaliação dos professores é uma fraude, diz Paulo Guinote, autor do blog «A Educação do Meu Umbigo», que vai lançar livro homónimo. Na entrevista dada ao tvi24.pt, afirma que “O ataque ao sistema de avaliação dos professores foi uma das suas bandeiras. «Seja qual for o desfecho que tiver estas lutas nada seria como dantes. O clima das escolas está muito pior do que há quatro anos e isso não teve nenhuns reflexos positivos junto dos alunos, principalmente porque houve um desgaste na escola, enquanto instituição. Todo o processo devia ter sido conduzido doutra forma, porque o que existe neste momento é muito cansaço e desgaste», vincou Paulo Guinote, que não tem problemas em ser implacável.
O principal cavalo de batalha do Mistério, na prática, foi perdido. Este processo de avaliação é uma farsa, uma absoluta fraude, porque o simplex transformou a avaliação numa coisa que não sabemos o que é. Foi um processo não deu em nada, não trouxe vantagem nenhuma às escolas, trouxe enorme conflitualidade e ninguém está a dar melhores aulas, nenhuns alunos estão a aprender mais por causa disto.[1]”
Entretanto a avaliação continua e vai-se entrar na 2ª observação de aulas assistidas (apesar das nuvens que pairam no ar) à espera doutros sinais que clarifiquem a situação.
Abril 14, 2009
Por que razão os professores recuaram?
Texto retirado do Blog Prof. Avaliação
Abril 11, 2009
Educação: Processo de avaliação de professores é público, mas com reservas - CADA
A conclusão consta num parecer de 01 de Abril, a que a Agência Lusa hoje teve acesso, e que foi suscitado por uma queixa de um antigo professor da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto.
O reclamante, na altura ainda docente daquele estabelecimento, tinha pedido à presidente do Conselho Executivo o acesso a todos os documentos do processo de avaliação de uma professora no ano lectivo 2007-2008, que lhe foi negado.
O requerente alegou tratar-se de um "processo fechado" que continha "documentos administrativos que podem ser de acesso público".
Mas a escola argumentou que a matéria tinha "carácter confidencial", para a qual o docente "não demonstrou interesse directo, pessoal e legítimo para o acesso a esses documentos", além de que "nem para efeitos de recurso da sua avaliação de desempenho lhe poderiam servir".
No parecer, emitido favoravelmente por cinco dos seus sete membros, a CADA refere que a escola deve "facultar ao queixoso o acesso à informação referente à avaliação de desempenho da docente", embora com "eventual expurgo da matéria reservada".
Na apreciação jurídica, a Comissão sustenta, baseando-se em pareceres anteriores, que não existem, "em regra, motivos para inviabilizar o acesso por terceiros" à avaliação de desempenho, "já que não está em causa a reserva da intimidade da vida privada".
"Do que se trata é apenas do conhecimento de apreciações ou juízos de valor meramente funcionais, isto é, decorrentes do exercício de funções por parte dos avaliados. E, sendo esse o caso, tal informação é acessível por terceiros, mesmo sem autorização escrita", assinala a CADA.
O parecer sublinha, neste contexto, que "se a documentação da avaliação do desempenho da docente contiver, como é normal suceder, apenas apreciações de natureza funcional, será acessível a qualquer pessoa e sem restrições".
Em contrapartida, esse acesso fica vedado se essa informação for do foro íntimo e não tiver sido demonstrado o interesse directo, pessoal e legítimo do requerente.
Suportando-se neste último pressuposto, dois membros da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos votaram contra.
Confrontada com o parecer, a Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) defende que o acesso ao processo de avaliação dos professores deve ser, na generalidade, reservado, embora possa ser consultado em caso de reclamação ou recurso.
"Na generalidade, o acesso deve ser reservado, sem dúvida nenhuma. Parece-nos impensável que pais ou alunos possam consultar, ou quaisquer outras entidades que nada têm a ver com o processo de avaliação", advogou à Lusa Lucinda Manuela, dirigente da FNE.
"Admitimos que possa ser consultado numa situação de reclamação ou recurso, quando se faça comparativamente a terceiros", ressalvou.
Abril 09, 2009
Avaliação dos Professores

Já não chegava todas as tropelias à avaliação dos professores num processo penoso e sem fim . No inicio do processo aventou-se a hipótese dos pais com a sua opinião poderem influenciar a avaliação dos professores assim como as notas dos alunos. Toda a luta pelo bom-senso e respeito por esta classe que o único defeito que tem , a meu ver , é ser a mais numerosa da função pública , advindo daí uma despesa que pesa muito no orçamento de Estado.Então agora os processos de avaliação individual do professor poderão ser de livre acesso a pais e outros professores ! Aonde isto vai parar ! Tudo é possível . O professor está despido interiormente , em que tudo é devassado , não tendo direito à sua privacidade e reserva . Não há outra profissão que tal aconteça . Os nossos governantes tudo lhes é permitido e ninguém pode dizer nada . Então a avaliação além de ser individual não tem carácter confidencial ?Continuo na minha - quem avalia os pais ? A responsabilização dos pais na educação dos filhos e na escola deveria ser regulamentada e penalizada para quem não cumprisse. A educação em Portugal está subvertida. O professor que deveria ser o centro do ensino é o lacaio e subordinado , mais parece que só tem obrigações e poucos direitos. Por este andar ninguém quer ser professor no futuro . Se calhar é isso que se pretende já há tantos e a mais.
Março 25, 2009
Final da histório do Pinóquio

Regressou à escola, diz-se que o pai assinou a vinda para a escola da sua área de residência, até parece que nestes casos a lei não é para cumprir e joga a favor daqueles que não cumprem e por isso a escola teve que se preparar para um miúdo problemático que não gostava nada da escola.
Março 06, 2009
O Regresso do Pinóquio

Regresso do Pinóquio VII
Pinóquio VII
Já muito se escreveu sobre ( Pinóquio I ), ( Pinóquio II , ( Pinóquio III ) e (Pinóquio IV), nome fictício dado ao aluno, que regressou e se vai arrastando novamente na escola sem regra nem lei.
Pinóquio é um aluno que vem de uma família desagregada e cuja família vive do rendimento de inserção social.
Pinóquio não pode justificar o seu ambiente familiar, para ser um aluno violento, cruel, mentiroso, larápio, sem princípios e perturbador do bom funcionamento da sala de aula. Tem todos os maus vícios que qualquer adulto sem princípios poderá ter: fuma, diz asneiras, faz chantagem com os colegas, traz utensílios proibidos para a escola e não respeita funcionários e professores.
Começa assim a sua primeira história em 25 de Outubro de 2006 e passados 2 anos continua na mesma. Pinóquio em Junho de 2007, através de um mandato do tribunal foi para outra escola, com um currículo mais prático de acordo com as suas necessidades específicas a pensar na sua plena integração. Mas Pinóquio cresceu ao sabor do vento tendo como família os grupos que o ensinaram a desenrascar-se em certas situações. Não teme a lei nem aceita as regras da sociedade. Por isso, pinóquio na nova escola continuou a fazer aquilo que lhe apetece. Faltava às aulas, não acatava ordens de ninguém e até foi proibido de entrar em vários locais onde se situava a escola. Para ele tudo se podia comprar sem pagar. A escola e as grandes superfícies de comércio estavam em estado de alerta.
Quando houve oportunidade a escola para onde ele tinha sido enviado através do tribunal, recambiou-o novamente para a sua escola de origem.
É produto do meio e a escola da sua área de residência terá de o aguentar enquanto estiver dentro da escolaridade obrigatória. As instituições vocacionadas para estes casos que tanto apregoam a forma de lidar com estes alunos ficaram sem soluções.
Pinóquio agora está no seu meio e vive como peixe na água. Falta às aulas, salta a vedação da escola, fuma, bebe álcool, ameaça os mais novos, faz o que lhe apetece e nada o atemoriza.
Como é que o pinóquio tem dinheiro para estes vícios é que ninguém sabe mas é de desconfiar.
O mais grave é que já tem um seguidor e os dois juntos estão a deixar a pacata escola em estado de alerta.
Fevereiro 06, 2009
Os Pinóquios das escolas.

Acontece que este novo pinóquio, muito turbulento, com uma envergadura colossal, que pratica o bullying sobre os colegas com ameaças de todo o género, voltou a não transitar de ano, apesar de todas as tentativas dos vários intervenientes para que tal não acontecesse.
A Sr. Ministra diz que reprovar um aluno é mau porque fica caro aos cofres do estado, mas que fazer se o aluno só vai às aulas quando quer e quando vai é só para perturbar, que não faz nenhum trabalho ou algo que se lhe peça, que põe em causa a autoridade dos professores dentro da sala de aula, que não cumpre as regras, que ameaça os colegas e exige-lhes silêncio.
Estes tipo de alunos até acabam por ser mais acarinhados do que outros que ninguém fala e ao abrigo dum protocolo, este aluno, foi fazer um estágio numa empresa para ver se arranjava gosto por algo que o motivasse, mas assim não aconteceu e passado pouco tempo foi expulso, devido ao seu mau comportamento e até pegou num carro da empresa sem autorização saindo com ele, e claro que não tem carta de condução porque é muito jovem para isso.
Escusado será dizer que a encarregada de educação pouco se importa com isto.
Agora o caso passou para o Conselho Pedagógico, e aqui mais uma vez foi discutido o assunto, que alternativas e que respostas a escola podia dar a um aluno com estas características. Se outras instituições vocacionadas para estas situações já avisadas do caso não dão resposta que pode fazer a escola? Transferi-lo não pode, expulsá-lo também não, contar com os pais muito pior. Ainda se pôs a hipótese de ele transitar de ano, mesmo com níveis negativos para não ficar com os mais novos que vêm a seguir, mas esta hipótese não ganhou e ele vai continuar agora a fazer o que tinha feito até aqui com os mais novos. ATERRORIZAR..
Dezembro 05, 2008
Cavalo ou burro - 4
Mais uma vez o burro foi ressuscitado das entranhas de uma arrecadação e voltou a ser figura de proa na comemoração do Dia Mundial da Alimentação carregando com os legumes para a banca onde estavam a ser confeccionadas refeições saudáveis.
Foi visto e reconhecido como o “burro que queria ser doutor” e fez o que mais gostava de fazer carregando, mostrando e ensinando aos alunos os ingredientes para uma alimentação saudável.
Mais uma vez fez o seu papel com a mestria que lhe é reconhecida estando a ser apelidado como um animal flexível e sempre pronto a novas adaptações como mandam os tempos que correm. Nem certas classes profissionais têm tanta facilidade na resposta adequada a novas situações como o burro.
O burro tem já 4 episódios engraçados que vale a pena seguir através dos seguintes posts.
Ver Etiquetas, onde constam os episódios de: Cavalo ou burro..1; Cavalo ou burro..2; Cavalo ou burro..3
Também já passou o Atlântico e foi referido no Voz do Seven
Com a facilidade de adaptação destes animais a novas situações a flexibilidade no trabalho/emprego que tanto apregoa o governo está garantida...
Outubro 09, 2008
Cavalo ou burro - 3

Voltando à carga com a história do dito burro que era para ser cavalo, porque ele saíu da sala das arrumações e voltou a animar as hostes no sarau da escola EB 2,3.
Como foi noticiado no post cavalo ou burro?..1, onde foi concebido para ser a mascote do 6º A para decoração da mesa de S.Martinho como sendo o “Cavalo de S.Martinho”, só que depois de uns arranjos num lado e mais arranjos no outro, o cavalo que nunca chegou a ser, mais parecia um burro (jumento). Tantas voltas se deu na Área de Projecto, (área curricular não disciplinar que tem como princípio a metodologia de projecto), e ao qual ele foi concebido num projecto bem executado (pelo menos bem intencionado) pelos alunos, mas infelizmente a sua concretização nunca se pareceu com o dito cavalo.
Que volta se havia de dar?
Como os alunos são muito imaginativos e para não perderem a sua mascote para decorar a sua mesa, resolveram pôr-lhe uns óculos e um livro à sua frente, como se noticiou neste post cavalo ou burro?..2 e chamaram-lhe doutor. E como salientava eu nesse post “Foi uma volta engraçada que o bicho levou, mas o certo é que se portou muito bem como mascote da turma do 6º A na festa de S. Martinho que se realizou na escola EB 2,3 Mota Pinto”.
Pois ele agora voltou, não para dar mais voltas ao seu visual e reclamar o seu estatuto merecido de equídeo, mas porque os alunos resolveram desenterrar a questão: "ser cavalo ou burro?". Então decidiram que o dito animal devia ser vendido para que não houvesse mais discussão. Foi assim criada uma peça de Teatro com o nome “Comércio Amador”. Aqui posso garantir que foi um original criado pelos próprios alunos, que fez rir e a bom rir todas as pessoas que assistiram ao Sarau de Natal.
Foi assim a Área de Projecto.. mesmo correndo mal a realização do que se tinha projectado, conseguiu-se dar a volta de forma positiva sem perder os princípios da metodologia do projecto e com uma certa dose de humor foi dada uma solução ao problema inicial surgido.
Como nota de rodapé, digo que esta história já passou para o outro lado do Atlântico e foi muito bem ironizada pelo Voz do Seven 2. Vale a pena espreitar…
Agosto 26, 2008
Cavalo ou burro - 2
Quando há uns tempos atrás se levantou a questão se era cavalo ou burro, a dúvida manteve-se por um certo tempo até que alguém (alunos) dentro da área de projecto ( Área curricular não disciplinar), se lembrou de lhe pôr um livro à frente e uns óculos e chamar-lhe doutor.Claro que não me opus e até achei a ideia engraçada, sem ofensa.... mas acho até que se adequa com uma certa ironia para a classe politica, para aqueles que se julgam uns letrados e vão fazendo de nós (seus eleitores) burros.
Foi uma volta engraçada que o bicho levou, mas o certo é que se portou muito bem como mascote da turma do 6º A na festa de S. Martinho que se realizou na escola EB 2,3 Mota Pinto.
Post de 16/11/2006
Arte por um Canudo 2
Agosto 22, 2008
Cavalo ou burro - 1

Não sei não???
A Área de Projecto tem destas coisas!...O tema é a melhor mesa de S. Martinho. O 6º B seleccionou como mascote da turma o cavaleiro Martinho em cima do seu cavalo. Fez-se o projecto e foram seleccionados os materiais para a sua construção, arame como estrutura, revestido a papel de jornal embebido em cola branca misturada com um pouco de água (tipo papel machê).
Passou-se à sua execução e o resultado é o que se vê, em vez do cavalo as parecenças estão mais para o lado de um burro. O problema vai ser: como é que o cavaleiro Martinho vai ter coragem para montar no burro??
Não sei em que é que isto vai dar, mas os alunos do 6º A vão ter que descalçar a bota e arranjar forma de encaixar este burro. Por mais arranjos que se lhe dê nunca vai chegar a cavalo.
Pois aqui começa outro problema e como a área de projecto parte de um problema lá continuamos nós às voltas até arranjar uma solução.
Agosto 20, 2008
Fragmentos da Educação

Pinóquio V
Pinóquio que já muito aqui se falou teve na avaliação final a sua recompensa. O sistema acautela os “anti-sociais” e como não tem resposta para os problemas que eles causam, resolve-os desta forma TRANSITANDO-OS ao abrigo duma alínea dum Dec. Lei “especial”. Nem precisou de ser avaliado às disciplinas curriculares. Para o ano vai continuar a sua senda.
Como se está em avaliações, as peripécias do sistema vão sendo contadas pelos Directores de Turma acerca dos seus alunos e dos seus Encarregados de Educação. Uma chamou-me particularmente a atenção até porque faz parte duma turma que tenho. Um outro Pinóquio, que está a despontar, porque começa a ter semelhanças com aquele que já foi referido várias vezes neste blogue, foi apanhado num destes dias com um maço de tabaco e foi-lhe retirado, sendo este entregue a um elemento do Conselho Executivo porque a Directora de Turma não se encontrava na escola. O novo Pinóquio chegou ao Conselho Executivo e exigiu o maço de tabaco dizendo que era de seu irmão. O elemento do Conselho Executivo disse-lhe em tom irónico: só o dou se for à tua mãe! Passados poucos minutos lá estava a mãe (encarregada de educação) a exigir que se desse o maço de tabaco ao filho. Na reunião de avaliação o Director de Turma comunicou que a mãe do referido aluno nunca veio à escola para saber do aproveitamento/comportamento do filho, nem mesmo quando foi convocada com carta registada e aviso de recepção por várias vezes para assinar uns planos de seu filho.
A conclusão é o que todos pensaram e logo atiraram ao Director de Turma: se queres que a mãe venha à escola assinar os papeis, tens que usar uma estratégia semelhante, comunicando à encarregada de educação que foram tirados os cigarros ao filho e que os venha buscar. Pode ser que sim!…e o Director de Turma tenha mais sorte.
Mas ainda bem que nem tudo é assim e que existem fragmentos bem mais positivos que nos enchem de felicidade e nos orgulham de fazer parte desta diversidade do sistema educativo.
Do Arte por um Canudo 2