junho 20, 2005

100 Dias!


Quer se goste ou não, este governo de José Sócrates que fez 100 dias, foi o que maior coragem politica revelou até hoje, ao tentar pôr fim ao inacreditável conjunto de injustas regalias da nossa classe politica e até de outros órgãos de soberania.
Uma coisa é certa e aqui o mérito ninguém lhe tira, todos os portugueses ficaram a saber que a classe politica assim como certos portugueses de “1ª água”, têm regalias especiais por meia dúzia de anos de trabalho, por reintegração, subvenções vitalícias e outras coisas que dão muito dinheiro, enquanto o Zé povinho precisa de pelo de mais de 36 anos de trabalho só para ter uma reforma e se é despedido não tem subsidio de reintegração. É caso para perguntar! Que igualdade é esta? Porquê estas regalias?
Nestes 100 dias, este governo abriu várias frentes de batalha, agora resta-nos esperar para ver até onde vai e se não extravasa os limites do seu “poder”, porque as batalhas que se avizinham vão ser duras e todos têm direito a defender seus direitos, nem que para isso recorram à greve que também é um direito que assiste a todos num país democrático.
Todos reconhecem a coragem e reconhecerão o mérito a este governo enquanto as lutas forem dentro do campo democrático.
O que fica serão, 100 dias de ódios ou 100 dias de amores.
Ag

10 comentários:

Fernando B. disse...

Esperemos que ele não se vergue às forças dominantes do Capital e que tenha a coragem, não direi, de acabar com todas as injustiças, porque sabemos que isso demorará muito e só se conseguirá com muita luta, mas de começar a olhar pelos injustiçados, acabando com as vergonhosas mordomias que pululam por aí.

Um Abraço,

Anónimo disse...

O problema das mordomias dos políticos é muito complexo e, como agora não me apetece analisá-lo, chamo apenas a atenção para a sabedoria popular:"Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte".
Manuel Martins

Anónimo disse...

Ó Manuel, pelos vistos os nossos politicos e pela sabedoria popular não são tolos.Ag

Anónimo disse...

Eu só vejo demagogia. O que interessa, a fuga aos impostos, ainda não vi resolvida. Falam da Função Pública mas essa trabalha e não pode fugir aos impostos.
Stela

Anónimo disse...

Quem paga a crise é sempre a função pública.Mesmo com o congelamento dos seus salários foram os responsáveis pelo défice.São os únicos que não podem fugir aos impostos.Pedro

Anónimo disse...

Para responder à Stela e ao Pedro: Acho que têm uma certa razão porque os funcionários públicos pelo menos pagam seus impostos o que não acontece com a maioria das pessoas que andam para aí a falar.Depois quem paga os impostos ainda é acusado de ser um dos rsponsáveis pela crise.Os ordenados da função pública estiveram congelados e o défice continuou a aumentar.Pergunta-se, afinal se quem é a culpa?Ag

yulunga disse...

Agostinho, falaste aí de algo que gostaria que alguém me explicasse o que é.
Li por alto num jornal acerca de uns politicos (não fixei o nome) que estão envolvidos num processo qualquer de corrupção que abandonaram a carreira politica e fizeram um pedido de subsidio de reintegração.
Não percebo que subsidio é esse e a quem é exclusivo.

Anónimo disse...

Yulunga, o subsidio de reintegração é mais uma invenção proteccionista dos seus interesses dos dos nossos politicos.É um subsidio que todo o politico tem quando ou não é eleito ou quando deixa a carreira para voltar ao sua antiga profissão.Isto é, recebem uma certa quantia quando deixam a politica.A questão é esta?Qualquer operário quando é afastado do seu emprego por falência ou outro motivo também recebe algum subsidio?Não me parece.Ag

yulunga disse...

Tipo rendimento minimo?
Acho que estou a ver?

Então, e quem saiu da politica por motivos menos honestos, digamos, continua a poder receber essa ajuda?

Anónimo disse...

Da forma como se diz a reintegração deve ser para todos que deixem a politica seja do modo que fôr..Ag