junho 18, 2005

Trabalhem formigas enquanto as cigarras gozam...

Sete mil empresas não entregaram o IRS retido

Finanças assumem ser crime de abuso de confiança fiscal, mas dão mais um mês...
A Direcção-Geral dos Impostos detectou que cerca de sete mil empresas não entregaram as verbas de IRS retidas aos seus trabalhadores durante o ano de 2003, no valor de 27 milhões de euros. Esta situação de retenção de IRS - tal como assume o Ministério das Finanças em comunicado ontem emitido - configura um crime de abuso de confiança fiscal. Mas, ainda assim, as Finanças decidiram notificar estes contribuintes faltosos e darem-lhes uma nova oportunidade de regularizarem a situação. O controlo da não entrega do imposto previsto é uma das prioridades em matéria de combate à fraude e evasão fiscal, tal como foi estabelecido pelo Plano Nacional de Inspecção Tributária, neste momento em fase acelerada de implementação no terreno.
Não cumpriram os prazos de entrega até hoje mas as Finanças decidiram dar mais um mês.
Até quando o Estado pensa continuar a proteger os infractores?
Paga POVO e não bufes que os "gordos" continuam a mamar à grande...
LS

7 comentários:

Anónimo disse...

Eu compreendo que essas matérias têm que ser tratadas com pinças. A maior parte das empresas que não pagaram provavelmente foi por estarem com a corda na garganta. Se o estado exige o pagamento imediato, vão à falência e milhares de trabalhadores caem no desemprego. Claro que a médio e longo prazo é bom que as empresas pouco eficientes vão à falência e sejam substituídas por outras mais eficientes, mas a curto prazo...
Manuel Martins

Luis Silva disse...

Ou será que enquanto mais adiarem o pagamento mais juros esse dinheiro rende nos bancos?

Anónimo disse...

Para quem tem andado distraído, o dinheiro já não rende juros nos bancos, pelo contrário...
Manuel Martins

DP disse...

Ó Manuel, sejam empresas ou contribuintes individuais ou ainda outros que possam existir, o dever é pagar e o estado não pode andar a adiar para cumprir a lei.A igualdade é para todos e se um prevarica os outros também têm o direito fazer o mesmo.Assim nunca mais saimos da cepa torta.O próprio estado que moralidade é que tem depois para fazer cumprir a lei com os outros.Abraço. Ag

Luis Silva disse...

Que o país está pobre bem sei, agora dizerem que o dinheiro já não rende juros nos bancos isso não é verdade. Podem existir taxas mais baixas que nunca mas que rende, lá isso rende.
Será que o carissimo Manuel Martins está a pensar recuar ao tempo de guardar o dinheiro debaixo dos colhões?um abraço

Anónimo disse...

Em relação aos juros, para bom entendedor meia palavra basta: os juros são inferiores à inflação, logo, como toda a gente entende, o rendimento é negativo, ou seja o valor do dinheiro diminui apesar dos juros. A partir daí há 3 alternativas:ou se adere ao consumismo, ou se investe ou se guarda debaixo dos colhões, como eu faço.Não esquecer também todas as comissões que os bancos cobram e que rendem mais do que os juros dos próprios empréstimos:é uma questão de ler os relatórios e contas.
Em relação ao Agostinho, longe de mim defender que não se cumpram as obrigações, só chamei a atenção para a delicadeza da situação: não há nada mais penalizador para a popularidade de um governo que o cortejo de desempregados gerados por essas empresas quando chegam ao ponto de terem de fechar.
Manuel Martins

Anónimo disse...

Quando é uma pessoa individual que abre falência, situação legalmente prevista nos EUA, mas não ainda em Portugal,é 1 indivíduo ou uma família em causa, quando falamos duma empresa podmos estar a falar de milhares de pessoas.
Espero que nunca passem por uma situação de desemprego, com filhos pra criar. Deve haver poucas coisas neste mundo que atentem mais contra a dignidade do ser humano. O trabalho devia ser um direito totalmente garantido. Há imensas tarefas que podem ser distribuidas a quem está no fundo de desemprego ou no Rendimento Social de Inserção.
Manuel Martins