dezembro 29, 2004

que DEUS é este?

As minhas reflexões sobre a existencia de Deus, não são de hoje. O tal ser superior que nos domina e a quem tememos, desilude-me a cada catástrofe. Porque são justamente os mais infelizes e pobres que sofrem a ira, revoltante, do criador.
Sei que choco. Sei que esta matéria não deveria ser tratada, se calhar, tão levianamente. Mas a revolta não pode ser contida quando a pesada mão do "todo poderoso" provoca mais vítimas que todas as Hiroshimas juntas. Que Deus é este? Um Bush sem rosto que está em todo o lado? Um Salomão de espada em riste? Um ditador que mata aqueles que o adoram? Que Deus é este? Omnipresente,Omnisciente e Infinitamente Bom?
Que Deus é este?
JC - sem equivocos.

41 comentários:

Anónimo disse...

esse Deus comemora o nascimento do filho assim. ze carlos

DP disse...

Num dos dias que deveria ser lembrado como natavidade e criação será antes lembrado por destruição e morte.
Parece que Deus à semelhança dos homens também perdeu a cabeça.Um duro golpe na fé de muitos.
Ag

Anónimo disse...

Numa coisa concordo este assunto não deveria ser tratado de maneira tão leviana.
david

Montellano disse...

É um assunto como outros, não vejo leviandade nenhuma.

A tragédia na Ásia terá sido desígnio de Deus... Baixem-se as cabeças e aceite-se a Sua vontade... Terá sido um castigo?!!!

Há muito que a religião deixou de fazer sentido para mim.

A Montellano

Adryka disse...

Lamento que te questiones em relação a Deus...Deus existe e o homem terreno também, querias um Deus vingador!!!que inibisse o homem de fazer aquilo que quer? então o Deus seria alguém tipo carrasco...não nada disso Deus existe chora na hora que tu choras e levanta-te a cabeça e diz-te anda, só que tu e muitos que assim pensam estão obsecados pelas vinganças do Deus vingador que n/ o houve na hora em que ele chora ao lado dos inflizes, existe o bem e o mal, inflizmente o homem tá a socorrer-se do mal, e o resultado cá está.
Abram os olhos e deixem Deus entrar nos vossos corações.
Deus és tu sou eu é o bandido o assassino o santo o pobre o rico...só que tu não reparas-te ainda que cada um tem a sua missão a cumprir assim como o Judas tinhas e todos os Judas desta época.
Feliz 2005 com a presença de Deus

Adryka disse...

Afinal não ouviste já há muito tempo a dizer que o Planeta está a aquecer e que os cientistas previam catastrofesmuito grandes, porque te revoltas contra Deus foi ele que mandou tu eu e todos nós dar cabo do planeta, achas que Deus te devia e me devia dar uma tarreia ou pior ainda quando eu sujo o planeta??? que falso povo...que vontade existe em deitar as culpas.

Anónimo disse...

Eu não disse que este assunto não devia ser tratado de forma leviana?
david

Anónimo disse...

Ai Jesus Credo Valha-me Deus. Discutam. Discutam. Da discussão nasce a luz. Se Luz é Deus. Da discussão nasce Deus.
"lâmpada fundida"

Anónimo disse...

Não me vou dar ao trabalho de contrariar os últimos comentários (nem tão pouco de corrigir os inúmeros erros ortográficos que eles contêm). Também não vou procurar responder à "Questão" sobre se Deus existe (embora estranhe que seja preciso acontecerem catástrofes como a recente para que alguns finalmente questionem a existência de Deus). É uma questão que não tem resposta... ou se acredita, ou não se acredita. Essa é, aliás, uma das forças das "religiões": Não poderem ser contrariadas cientificamente uma vez que não se baseiam em dados ou princípios científicos. O que eu posso, apenas, dizer é que não acredito na existência de Deus... mas aceito e respeito que outros acreditem. O que eu não aceito e me repugna profundamente é que tentem impor a sua verdade como verdade universal. E é isto que as religiões instituidas têm feito ao longo da sua história. Uma história cheia de infiéis, guerras santas, fatwas, inquisições, talibans, e discursos inflamados contra todas as manifestações de discordância ou divergência, que colocam em causa, nas suas mentes distorcidas, a sua verdade...

Anónimo disse...

Quando me referia aos últimos comentários, tinha em mente os da(o) Adryka... E já agora, esqueci-me de assinar o meu comentário, e não gosto de emitir opiniões anonimamente, por isso cá fica a correcção. Jorge Lourenço (JL)

Adryka disse...

Peço desculpa pelos erros ortograficos.
Só queria acrescentar, como tu...eu também não acredito em religiões, eu acredito em Deus ok.
Bom ano novo. Peço desculpa se enporcalhei o teu blog com os meus erros ortograficos. Fica bem

Adryka disse...

Errata.-onde escrevi enporcalhei, queria escrever emporcalhei.

Montellano disse...

Adryka, eu lamento que não tenha percebido a minha ironia...

O Micróbio disse...

Então não compreendo, porque razão as igrejas verificaram uma maior afluência dos suecos após a catástrofe? Se Deus não existe, que foram eles lá fazer? E não fosse a Suécia um dos paraísos do ateísmo!!!

Anónimo disse...

Quando o homem não consegue controlar... a culpa é Dele! Pois é, ó César, continua nos delírios ateístas. Ficam-te bem. Zé

Anónimo disse...

"Pobre do homem que teme que os deuses lhe façam o céu cair na cabeça"
A minha opinião encontrasse aqui http://nuycru.blogs.sapo.pt/
Deus não precisa de desculpas - os turistas eram pobrezinhos??? - os infelizes que morreram adoravam que "Deus"? - Pilatos disse: " O que é Verdade?" a Jesus, que resposta deu ELE ? S.João 19:9-12
Um abraço "Ó César" Avé

Adryka disse...

Olá eu sou Adryka não adryko, tenho um blog com a minha imagem, por esse motivo quando escrevo algo, não me escondo a traz do meu pc eu dou a cara…defendo sempre as causas e coisas em que acredito.
Eu acredito que Deus existe não porque me disseram ou porque está escrito mas sim porque muitas vezes tenho sentido a presença Dele, pobres dos que não conseguem essa mesma graça. Lembro-me de uma vez ter lido um artigo na Times em que era perguntado a um cientista que tinha ganho um prémio qualquer por um acto nobre que ele tinha efectuado a pergunta foi se ele acreditava em Deus…Ele dizia o artigo ergueu a cabeça e olhou o infinito e respondeu de uma forma leve e precisa “ sim acredito… eu vejo-o em todas as pequenas partículas do meu laboratório mesmo naquelas que quase nem o meu microscópio consegue identificar” .
Todos aqueles que como horizontes tem o próprio umbigo, não esses não tão ocupados que estão a ver os defeitos dos outros e das religiões que como missão tem a de servir o homem, pois as religiões são compostas por homens .Jesus nunca se disse que era desta ou daquela religião mas sim que era o filho de Deus feito homem. Peço desculpa por falar assim não sou nem beata nem nada que se pareça sou apenas uma filha desse grande Deus.
Hà os meus erros são tão somente os de quem está a escrever revoltada, não pelo post em si mas pelos comentários que li.

Anónimo disse...

Meus caros Zé, Tavares e Adryka, Caso não tenham percebido é-me perfeitamente irrelevante que vós acreditais em Deus, no Pai Natal ou até mesmo no Benfica... Eu respeito a liberdade que cada um tem de procurar respostas para as suas ignorâncias onde quiser, mesmo que essas respostas vão pelo caminho mais fácil. O que eu não aceito é o tom pseudo-moralista e de uma pseudo superioridade moral mais que patética de quem se acha detentor da verdade universal e que, por isso a quer impor a quem procura pensar as coisas de outra forma. Citar as alegadas escrituras sagradas, ou argumentar com o facto das igrejas ficarem mais cheias em épocas de crise, ou citar cientistas crentes para provar o que manifestamente ninguém pode provar ( a existência de Deus) é perfeitamente inconsequente. Os registos supostamente sagrados, têm a relevância científica e factual que pode ter qualquer documento, descontextualizado, escrito alguns séculos depois da ocorrência dos alegados factos, e interpretado de forma tendenciosa muitos séculos mais tarde. As igrejas ficarem cheias em épocas de crise apenas revelam que o Homem continua a necessitar de afogar os seus nedos e anseios em algo, sejam as drogas, a bebida ou a religião (tudo respostas fáceis). Cientistas crentes sempre houve e continuarão a haver... mas o facto de se ser um génio da física, da química ou da matemática não faz que deixem de ser humanos, com os mesmos receios, fraquezas e ignorâncias que justifiquem o recurso à fé para os apaziguar. Como já disse respeito aqueles que acreditam em Deus, tal como exijo que respeitem o facto de eu não acreditar... mas não me peçam para respeitar quem se diz católico, protestante, da igreja universal, budista ou hindu. são tudo deturpções e formas de aproveitamento da ignorância do Homem pelo Homem. Acreditar e Deus e até dirigir-se a Ele como o faziam os povos primitivos de forma que genuinamnte exteriorizava a sua fé, é uma coisa. Passar horas a papaguear rezas ocas e muitas vezes apenas para apaziguar os sentimentos de culpa de cada um é outra. Não me peçam para respeitar quem em primeiro lugar não respeita os outros, mesmo que o faça escondido por detrás de uma retórica de tolerância como o fazem, sempre fizeram, e continuarão a fazer as religiões instituidas, sem excepção. Santos cumprimentos aos meus amigos fundamentalistas, Jorge Lourenço

Adryka disse...

Caro Jorge Lourenço,

Para retribuir no mesmo tom, para mim também me é absolutamente irrelevante aquilo em que acreditas, ou melhor, aquilo em que não acreditas. E estamos conversados sobre atitudes de pseudo superioridade intelectual e de tolerância. O argumento invocado sobre o respeito pelas ideias dos outros cai pela base com a espantosa afirmação de que não respeitas quem é, afinal, fiel de uma qualquer religião instituída. A ideia de que alguém que pratica uma determinada religião não passa de um declamador de ladaínhas, é suficientemente esclarecedora da ignorância e desconhecimento do que é praticar uma religião. Por outro lado, a referência aos eventuais sentimentos de culpa, para além da mesma visão ignorantememnte redutora, pode não passar de um exercício de introspecção. A tua infelicidade resulta, pura e simplesmente da ausência de fé! Tenho pena de ti por isso. Que queiras reduzir todos à mesma pobreza em que vives, isso é absolutamente lamentável.
E o cúmulo dos cúmulos da pobreza, que se manifesta, também, no plano intelectual é argumentar com a eventual pureza dos povos primitivos na sua relação com Deus. Excelente argumento em prol de hábitos saudáveis como os que esses povos exibiam, como por exemplo os sacrifícios humanos ou animais. Que espanto de argumento. Ao que chega quem pretende distorcer o mundo de forma a moldá-lo à sua visão enviesada! Sem comentários!

Anónimo disse...

Cara Adryka,

Em primeiro lugar deixa-me registar com curiosidade o facto de teres subitamente aprendido a escrever… ironias à parte, tomo como um elogio a necessidade que sentiste de recorrer a alguém que soubesse escrever para tentar defender os teus pontos de vista face ao mal-estar que os meus obviamente te causaram. Infelizmente a qualidade da escrita não é acompanhada por uma igual qualidade na argumentação que, apesar de ir além do mero papaguear das verdades insofismáveis dos sermões do Pároco da tua freguesia que costumas ouvir regularmente quanto vais tentar expiar os teus pecados e apaziguar a tua alma, continua a enfermar da mesma desonestidade intelectual, pobreza de argumentos e limitação de horizontes que de resto te são impostos pela visão redutora que resulta da tua prática religiosa.
Mas comecemos pelo fim. Espanta-me que fales em “visão enviesada” no mesmo parágrafo em que distorces aquilo que eu disse e o moldas para satisfazer os teus próprios argumentos redutores. O que eu procurei por em evidência foi a pureza genuína de quem se dirige a Deus de forma espontânea sem necessitar de intermediários de honestidade moral duvidosa como são as religiões instituídas. Não me viste fazer a apologia do modo de vida dos povos primitivos, como procuraste fazer crer. Aliás, se eu quisesse usar o mesmo tipo de argumentação duvidosa poderíamos estar aqui algumas horas a falar dos “hábitos saudáveis” das religiões instituídas que tu tão acerrimamente defendes.
Em segundo lugar, deixa-me dizer-te que podes guardar a tua compaixão para quem se senta ao teu lado nos banquinhos da igreja que frequentas para repetir mecanicamente meia dúzia de palavras cuja vacuidade se revela na contradição entre o que se hipocritamente se recita, e o que depois se pratica. Mais uma vez chamo a atenção para a estúpida pseudo superioridade moral a que se arroga quem julga os outros em função dos seus próprios padrões obtusos. È que presumir que todos os que pensam de forma diferente de nós são infelizes e dignos de pena, é mais que o cúmulo da estupidez… é o cúmulo da absoluta pobreza de espírito… e se dos pobres de espírito será o reino dos céus, fica segura que lá tens um belo recanto guardado à tua espera. Eu, pelo contrário, tenho a certeza que tu és uma pessoa feliz nesse teu mundo de respostas fáceis e verdades insofismáveis que não ousas questionar. Triste é que não compreendas que não é preciso seguir em rebanho atrás da hipocrisia das religiões instituídas, nem tão pouco acreditar em Deus, para se ser feliz, defender valores e, acima de tudo, ter um prática diária que não contradiga aquilo que efectivamente se defende.
Por último, e apesar de correr o risco de me tornar repetitivo (infelizmente sou levado a crer que só a repetição permitirá que finalmente percebas o que eu digo ao invés de quereres que eu tenha dito o que tu percebeste na tua mente distorcida), deixa-me voltar a frisar que eu respeito (apesar de pensar e sentir de forma diferente) aqueles que acreditam em Deus e que, de forma pura e genuína se lhe dirigem. O que eu não tolero nem posso respeitar é a hipocrisia das religiões instituídas, meros instrumentos de alienação de massas e de exploração da ignorância e dos receios do Homem pelo Homem. De resto nunca me afirmei como um paladino da tolerância. Na verdade tenho até de confessar o “terrível pecado” (para usar mais uma expressão tão do agrado da tua religião castradora), de ser absolutamente intolerante para com a hipocrisia, a violência gratuita, o desrespeito pelo próximo, a falta de civismo, a visão etnocentrica tão típica das mentalidades redutoras e limitadas, a tentativa de imposição de valores pessoais e por isso questionáveis a todos os que pensam de forma diferente… Em resumo, sou completamente intolerante para com a estupidez humana… por isso confesso que tenho cada vez mais dificuldade em tolerar a vacuidade dos teus argumentos…

Um abraço,e fica na paz do Senhor…
Jorge Lourenço

Adryka disse...

Caro Jorge Lourenço,

O cuidado na escrita resulta simplesmente de, desta vez, não ter escrito ao primeiro impulso. Registo com divertimento que pensas que foi pela incontestável riqueza dos teus argumentos (eh!eh!)...
Porque a escrita se deve revestir de cuidados a que a oralidade se pode poupar, deixo-te o desafio de papagueares o propalado papagueado do páraco da frequesia que esteja contido no que escrevi. Um segundo de reflexão (se te for permitido pela raiva anti-religiosa), levar-te-á à constatação de que o que escreveste não passa de um argumento desprovido de factos que o sustentem, que soaria bem se fosse expresso oralmente, mas que assim não faz senão amaciar-te o ego (que se adivinha de incomensurável dimensão).

Quanto à pureza genuína de "quem se dirige a deus sem intermediários", deve ser uma referência desprovida de conhecimento, algo que aliás se encontra com frequência na tua escrita, apesar de tu próprio te renderes à "superior" qualidade argumentativa que modestamente te atribuis. Como é hábito dizer-se, "qualquer um sabe" que mesmo nessas manifestações primitivas de religiosidade, o intermediário está sistematicamente presente. O feiticeiro, o sacerdote ou similares, o que são senão intermediários? A organização seria mais rudimentar, mas é absurdo falar de ausência de intermediação... mas isso deve importar-te pouco. Mais um argumento de excelente qualidade! E, de facto, não fizeste a apologia do modo de vida dos povos primitivos, mas se o que fizeste não era demonstrativo, aos teus olhos, da pseudo superioridade dessas manifestações religiosas, face às das religiões actuais... E o que quis demonstrar foi que essa pseudo superioridade não passava disso. É claro que não gostaste do argumento, mas meu caro, não era para gostares...

Também registo que apesar da (auto-afirmada) riqueza de argumentos por ti utilizados, és uma pessoa de ideias simples (e de mente simples?). Se de alguma coisa que eu escrevi resulta a ideia de que cada crente não pode ter o seu próprio espaço de encontro com aquilo em que acredita, sem que ande em rebanho, desafio-te a que o demonstres. Obviamente, para um tipo de ideias estereótipadas, é dificil conceber que cada pessoa, ainda que numa religião com grande número de crentes, possa encontrar uma expressão individualizada para expressão da sua fé. Mas é preciso viver essa realidade para perceber que assim é. É o problema de quem fala do que não sabe, ou sabe do que recebe por interposta pessoa, em segunda, terceira, ou enésima mão. E isso é agravado quando quem o faz tem de si próprio uma visão inflacionada, túrgida de arrogância e má criação. Obviamente que não és uma pessoa religiosa. Aquilo que escreves traduz uma frieza de sentimentos, um sentido de superioridade face aos outros, que só pode provir de quem não os respeita.

Aprendi algumas coisas ao longo de todos estes anos de vida. Um delas foi o respeito pelo que os outros pensam, mesmo quando deles discordo. Mas como a minha própria falibilidade humana não me permite a veleidadade de pensar que essa falibilidade é menor do que a dos outros, não me acho melhor do que eles só porque penso de modo diferente. Não te faria mal fazer o mesmo...

A ideia de que se é superior aos outros tem trazido grandes vantagens à humanidade: os hitlerzitos, os estalines, os castros, meu caro, resultam desse espantoso campo de cultura. Reconheço em ti um fiel seguidor, em termos de postura. E lamento que as "palas" da ideologia não te deixem ver muito mais além...

Não resisto a terminar com uma citação popular: "perdoai-lhes senhor..."

Anónimo disse...

Cara Adryka

Deves ser realmente um “case study” para os linguistas tendo em consideração as diferenças assombrosas entre o que escreves “no primeiro impulso” e o que escreves depois de cuidada ponderação… De qualquer forma, e seja quem for que escreva desse lado (por mim até podia ser o Papa…), registo novamente com incontido prazer que deixaste de escrever ao sabor do “primeiro impulso” exactamente no primeiro comentário que me dirigiste pessoalmente… Coincidência, certamente.
No entanto, tenho aqui de fazer uma trégua e reconhecer que desta vez tens razão: nem o mais tenebroso pároco de qualquer freguesia perdida num recôndito cantito deste nosso país seria capaz de dizer ou escrever alarvidades como estas ( e passo a citar, para não corromper a magnifica retórica e estupendo rigor ortográfico com que nos brindaste no teu primeiro comentário): “Lamento que te questiones em relação a Deus...Deus existe e o homem terreno também, querias um Deus vingador!!!que inibisse o homem de fazer aquilo que quer? então o Deus seria alguém tipo carrasco...não nada disso Deus existe chora na hora que tu choras e levanta-te a cabeça e diz-te anda, só que tu e muitos que assim pensam estão obsecados pelas vinganças do Deus vingador que n/ o houve na hora em que ele chora ao lado dos inflizes, existe o bem e o mal, inflizmente o homem tá a socorrer-se do mal, e o resultado cá está.
Abram os olhos e deixem Deus entrar nos vossos corações.
Deus és tu sou eu é o bandido o assassino o santo o pobre o rico...só que tu não reparas-te ainda que cada um tem a sua missão a cumprir assim como o Judas tinhas e todos os Judas desta época.” Fim de citação.
Relativamente à questão dos povos primitivo versus primitivos contemporâneos não vou perder mais tempo, embora registe mais uma vez a tua visão ego e etnocêntrica relativamente àquilo que tu chamas de “manifestações primitivas de religiosidade”. Ignoras, certamente de forma não inocente, que quer nessas “manifestações primitivas de religiosidade” quer em muitas outras manifestações de religiosidade contemporâneas é genuinamente possível e incontestavelmente mais simples e significante o “contacto” directo com qualquer entidade superior em que se acredite, sem o recurso aos tais intermediários que já referi. Certamente será algo que transcende o teu entendimento face a tua incapacidade em manifestares a tua religiosidade sem a enquadrares numa qualquer religião instituída.
Também anotei com alguma curiosidade o tom paternalista (certamente resultado das coisas que aprendeste ao longo de todos estes anos de vida como fizeste questão de afirmar com o ar douto da insuspeita pseudo superioridade a que te arrogas) com que fazes juízos de valor sobre quem não conheces… É aliás um interessante sintoma de nervosismo a tendência que tens manifestado de forma crescente ao longo dos teus comentários para deixares de lado a simples argumentação e caíres na simplismo boçal do insulto pessoal. E com a devida vénia permito-me parafrasear-te: “E isso é agravado quando quem o faz tem de si próprio uma visão inflacionada, túrgida de arrogância e má criação.” E já agora permite-me que te esclareça algo: quando falo sobre as religiões instituídas certamente falo sobre algo que não conheço em profundidade, da mesma forma que ninguém no seu perfeito juízo alguma vez poderá afirmar fazer dado a complexidade do tema. Porém, é uma realidade que conheço de forma muito mais próxima e pessoal do que tu possas imaginar… e foi exactamente do contacto contínuo e da observação e até participação directa em “manifestações de religiosidade”, que resultaram as simples constatações que também tu poderias fazer se a cegueira fruto do teu fervor religioso fundamentalista to permitisse. Já agora seria interessante que reparasses também na desenvoltura com que as hierarquias eclesiásticas se pronunciam, não raras vezes, sobre temas que desconhecem…
Para terminar, gostaria de te ver acrescentar à tua lista de individualidades os nomes de alguns destacados líderes religiosos conhecidos pela sua “tolerância” e compaixão… (o nome Torquemada não te diz nada?)
Ah! E fica descansada que não me passou ao lado a pouco subtil referência às palas ideológicas. Mas também neste caso o tiro te saiu ao lado. É que eu orgulho-me de ser uma pessoa livre de espartilhos ideológicos, da mesma forma que sou livre de espartilhos religiosos. Aliás, poderia indicar-te alguns simples comentário que tive oportunidade de colocar noutros locais desta blogosfera onde defendo posições e ideias que certamente te surpreenderiam dada a proximidade relativamente a valores que estou seguro que julgas defender (cito apenas a questão da não despenalização do aborto, para ilustrar o que digo), ou outros onde manifesto a minha visão extremamente crítica relativamente à maioria das ideologias e práticas de uma certa esquerda. É verdade minha cara, não vale a pena ficares nervosa e começares a ver perigosos agitadores comunistas por detrás das minhas palavras. É que nem todos os Ateus são de esquerda… alguns são-no porque pensam… e isso é algo de que não abdico: poder pensar livremente.
Foi um prazer conhecer-te,
Jorge Lourenço

Adryka disse...

Caro Jorge Lourenço,

Não posso deixar de manifestar alguma surpresa, e simultâneo divertimento, pela tua resposta. Acho adorável a tua referência ao insulto boçal. Não deves ler o que escreveste antes, concerteza, ou então o tal ego túrgido impede que classifiques os teus próprios comportamentos. Eu apenas respondi, até de forma suave, aos teus elegantes comentários sobre a minha inteligência.
Não posso dizer que tenha tido prazer em conhecer-te. Alguém como tu que revela o mesmo nível de intolerância do referido Torquemada, não é concerteza alguém que se encontre com prazer. Não posso, igualmente, de aproveitar a referência ao Torquemada, para te dizer que, ao nível da tolerância, e da relação com a fogueira, te encontro muito próximo do dito. De facto, és tão intolerante como ele e a única diferença é a de que, enquanto ele usava uma fogueira real para se entreter com quem dele discordava, tu usas a o fogo das palavras. Ou seja, noto entre ti e ele, apenas uma subtil diferença de grau, embora te faça o reconhecimento de que estás do lado oposto da barricada.

Bom fim de semana.

Bloqueados disse...
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Anónimo disse...

"Eu respeito a liberdade que cada um tem de procurar respostas para as suas ignorâncias onde quiser, mesmo que essas respostas vão pelo caminho mais fácil. O que eu não aceito é o tom pseudo-moralista e de uma pseudo superioridade moral mais que patética de quem se acha detentor da verdade universal..."
Ouve lá, ó Lourenço, tu deves ser daqueles que quando escreves olhas vezes sem conta para o espelho!

Adryka disse...
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Anónimo disse...

Aqui está uma discussão muito interessante e seguida por muitos fãs deste tipo de discussões.Jorge Lourenço e Adrika discutem seus argumentos e parece que o Zé também quer entrar na lide ao provocar o Jorge.Noto também uma certa agressividade no último comentário da Adrika que até parece que não é a mesma pessoa a escrever.Sempre atento.O REGUILA

Anónimo disse...

Olá Adryka!

Vejo que voltaste a escrever "no primeiro impulso"... Como diria o atento Reguila "até parece que não é a mesma pessoa a escrever"!!!

Inté

Jorge Lourenço

Anónimo disse...

Grande Adryka! Puseste esse herege desse Lourenço na ordem. Deixa que quando chegar a hora dele há-de arrepender-se mil vezes perante o Senhor. Deus escreve direito por linhas tortas e esses ateus que corrompem a nossa sociedade hão-de ter o que merecem. O mal deste país é estar na mão dos Ateus, homossexuais e dos judeus, esses que traíram Nosso Senhor. Beijinhos, Pensador

Anónimo disse...

Mais um pensador sem cabeça!Para quê tanta asneira?Não te metas no assunto se não sabes dizer nada.O Cabeça.

Anónimo disse...

Obrigado Pensador.

Depois da forma brilhante como em apenas um parágrafo ilustraste tudo o que eu tentei dizer em vários e longos textos não me ocorre mais nenhum comentário a não ser o que os anglófonos costumam dizer no final de uma exposição: "I rest my case"...

Volta sempre!
Jorge Lourenço

Anónimo disse...

Quanto a ti ó Zequinha, lamento mas vou-te deixar a falar sozinho, pá! É que confesso que já esgotei a minha paciência com o amigo a quem a Adryka pediu que escrevesse por ela... Deu luta, mas terminou como se mostrou ao longo de todo o nosso diálogo: incapaz de compreender a simples ironia contida na minha despedida "foi um prazer conhecer-te"... Mas dele guardo algumas frases que vou carinhosamente voltar a utilizar, com a devida vénia: a expressão "ego túrgido" tem uma musicalidade quase vernácula que me agrada... e adorei a ideia de mim próprio como um "Torquemada das palavras", a queimar com o verbo... Aliás ainda sinto o cheiro a chamuscado cada vez que releio os comentários da Adryka...
Um abraço,
Jorge Lourenço

Anónimo disse...

Cara Adryka (a genuina)

Lamento que te tenhas sentido ofendida com os meus comentários. Mas deixa-me dizer-te que em nenhuma ocasião te chamei nada do que afirmaste no teu último comentário. De facto, apenas me dirigi a ti por uma única vez (uma vez que nas restantes, ambos abemos bem que não eras tu a falar), e se leres com atenção apenas referi os teus erros ortográficos (o que não é um insulto, apenas a constatação de um facto). De resto limitei-me a discordar do tom "beato" com que te referiste ao post do J.C.. Quando muito poderei ter-te apelidado de ignorante, o que não é nenhum insulto pois ignorantes somos todos nós (embora alguns, como o teu amigo se julguem omniscientes). A única diferença reside na forma como procuramos obter respostas para as nossas ignorâncias. Tu procura-las em Deus; eu nem por isso...
Na verdade, se houve alguém que te terá passado um verdadeiro atestado de estupidez, esse terá sido o teu amigo que, do alto do seu ego túrgido de vaidade (cá estou eu a utilizar a expressão que aprendi com ele!) achou que tu eras demasiado limitada e incapaz de argumentar em defesa dos teus pontos de vista e achou, sempre cheio de si, que poderia através da sua verborreia redundante, colocar-me na ordem! Infelizmente para ele, nem toda a gente é tão limitada como as pessoas com que ele certamente se relaciona, e em relação às quais ele desenvolveu aquele ar de paternalista superioridade bacoca, própria de quem não enxerga para além do próprio umbigo. Deu-se mal... e pior que isso, deu uma má imagem de ti, uma vez que nem foi capaz de dar a própria cara, preferindo esconder-se por detrás do teu nome...

Até um destes dias,
Jorge Lourenço

Adryka disse...

Olha Lourenço só para te dizer que nunca conheci ninguém tão grosseiro e tão deselegante como tu...sendo eu uma senhora cujo blog tu conheces e pelo que viste sou educada, e com uma escrita suave, sem ódios nem rancores, como podes ser assim comigo??? Desde analfabeta, a boçal de tudo me chamate, lamento que ainda te consideres uma pessoa com bons princípios, olha que se os teus princípios são aquilo que escreves tas bastante aquém do sofrível. Fica com a tua arrogância que eu fico com a minha humildade.
Passa bem

Anónimo disse...

Cara Adryka,

Curiosa estratégia essa de inverter a ordem dos comentários... Julguei que tinha tornado claro que em momento algum te atribui os mimos que tu afirmas... mas afinal não percebeste... lamento que te tenhas revelado tão cabeça dura...

Fica na tua e passa bem,

Jorge Lourenço

Lucy disse...
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Adryka disse...
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Adryka disse...

Não Lourenço, não penses nisso...eu sou de paz.
Nem foi estratégia, foi apenas para correcção que apaguei o comentário. Eu não sou cabeça dura.Sou até bastante compreensiva e atencioso ás opiniões dos outros, ao contrário de ti, sempre te disse que não acredito em religiões e sempre afirmei e defendi que acredito em Deus tu é quem fugiu ao tema. Debateste-te sempre na base das religiões e eu estou de acordo contigo nesse tema porque eu também não acredito nelas.
Eu acredito em Deus e vou acreditar sempre, tu não acreditas ok não me passes atestado de beata de inquisidora de e de, porque eu aceito aqueles que não acreditam, eu tive o privilégio de ser educada num meio onde abunda a fé em Deus, tu deve ter sido o contrário ok, o que não te diminui como ser humano e pessoa honrada.Espero que fique claro que eu nada tenho contra quem não acredita em Deus. Só que me acho privilegiada por acreditar e como não sou egoísta quero sempre dividir com os outros o que acho que tenho de bom neste caso a fé em Deus.
Fica bem

Anónimo disse...

Cara Adryka

Creio que finalmente nos entendemos. Espero que percebas que o respeito é mútuo. Aceito a tua fé, da mesma forma que me alegra o facto de respeitares que eu não a partilhe (embora te enganes quando partes do pressuposto de que fui educado num meio onde a fé não esteve presente. Pelo contrário, provenho de uma família de tradição católica e fui educado como tal até à minha adolescência). Satisfaz-me também que tenhas percebido que a minha discordância vai para com as religiões instituidas e não para com a fé de cada um. Só tenho pena que não nos tenhamos entendido antes, muito por culpa de quem andou a escrever com o teu nome e que, obviamente não tem a mesma atitude de tolerância e simplicidade que tu demonstras. A ti posso dizer, e desta vez sem ironias, que, apesar das nossas divergências, foi um prazer conhecer-te. Ao outro que andou a escrever escondido por detrás do teu nome podes transmitir o meu desprezo... Beijinho e fica bem.

Anónimo disse...

Obviamente o último comentário é meu.

Jorge Lourenço

DP disse...

Finalmente a Paz!Agostinho